Greve nacional de médicos começa na segunda-feira, após fracasso da quarta tripartite
Ministerio da Saúde não apresentou proposta de negociação; médicos reivindicam nomeação de contratados, reajuste salarial e melhores condições de trabalho
Fracasso. A última tentativa de negociação para frear a greve nacional de médicos terminou sem resultado algum na reunião realizada no Ministério do Trabalho, Emprego e Seguridade Social (MTESS).
Os médicos vão atrás de quatro reivindicações concretas que abrangem nomeação de contratados, alguns deles com 10 anos de antiguidade; reajuste salarial; pagamento em dobro por feriados e melhores condições laborais, além de insumos para as emergências e urgências.
A doutora Rosanna González, porta-voz do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed), comentou que é impossível chegar a um acordo quando não foi aproximada nem uma proposta da parte do Ministério da Saúde Pública.
Segundo comentou, nas tripartites que tiveram não houve nem um único representante do Ministério da Economia e Finanças (MEF). Comentou além disso que desde a pasta econômica existe um delineamento definido quanto aos reclamos.
"O Ministério lhes diz: 'Vocês (MSP) tentem resolver com o orçamento que nós lhes damos e nós não vamos lhes dar mais nada disso. É o dinheiro que vocês têm e distribuam'", referiu a sindicalista.
González questionou também que nas primeiras reuniões, da parte do MSP, foram enviados apenas funcionários de escalão menor. Após a mediação do Ministério do Trabalho, estiveram à mesa os vice-ministros.
Também lançou questionamentos à ministra de Saúde, doutora María Teresa Barán, sobre quem disse que ela acata totalmente o lineamento do MEF sem lutar pela reivindicação dos médicos.
"Ela é incapaz de mediar essa situação e passar também a informação real ao presidente da República porque aqui nós estamos em uma situação precária onde estamos exigindo, gritando por uma solução e ela é incapaz de dizer ao presidente em que situação real estão os médicos".
Para a mobilização de segunda-feira, 24 de agosto, aguardam a presença de 3 mil a 5 mil médicos de todo o país. Começarão a se concentrar no Seminário Metropolitano a partir das 06:00 da manhã.
Posteriormente, por volta das 08:00, arrancará a mobilização que terá como ponto de partida a sede central do MSP, para depois se dirigir até o Ministério da Economia e Finanças (MEF).
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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