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Economia

Governo se debate entre gastos sociais e investimento em infraestrutura

20/10/2026 22:45 3 min lectura 28 visualizações

A ministra de Obras Públicas, Claudia Centurión, destacou o aumento orçamentário de USD 1.400 milhões destinados à infraestrutura (rodovias, hospitais, escolas e saneamento); um incremento de 35% no orçamento anual do Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC). "No próximo ano mais de 8 guaraníes de cada 10 investiremos na rede viária", garantiu. O presidente, Santiago Peña, enfatizou a necessidade de um plano de desenvolvimento e investimentos com consenso político real, que marque a rota do país rumo ao futuro e convidou os referentes empresariais para o desenho deste projeto de país. Foi durante o desenvolvimento do Fórum Cavialpa "Infraestruturas que transformam vidas".

Por outro lado, Teodora Recalde, vice-ministra de Administração Financeira do MEF, garantiu que se trabalha ativamente para recuperar o espaço fiscal e melhorar a gestão através da interconexão de sistemas de certificação de obras em tempo real (SICOE), um sistema de gestão de bens que permite demonstrar a confiabilidade do país às entidades investidoras. "Há que apontar à melhoria da gestão", expressa a referente, com respeito à rota que propõe o atual governo.

O engenheiro Paul Sarubbi, presidente da Câmara Viária Paraguaia (Cavialpa), afirmou, de cara ao futuro, que "Paraguai precisa investir pelo menos 4,5% de seu PIB em infraestrutura", mas, além disso, enfatizou a descentralização de investimentos.

Igualmente, Recalde defendeu os programas sociais e de alimentação escolar (como Hambre Cero ou a Pensão ao Idoso), já que "otimizam recursos do tesouro" destinados a coberturas sociais.

Especialistas como o ex-ministro de Hacienda, César Barreto, advertem que a situação fiscal é "complexa" e que a meta de convergência do 1,5% de déficit fiscal para 2028 é "absolutamente inviável", a menos que se realize um corte brutal na execução de obras e investimentos sociais.

Assinalou que o déficit estrutural real ronda os 3% do PIB e critica que o orçamento recorra à emissão de bônus para financiar gastos correntes de consumo imediato, como a compra de medicamentos. Advertiu que priorizar o "repasse de dinheiro" sobre o investimento básico em saúde, educação e infraestrutura é a mesma armadilha que estancou Argentina e Brasil.

Sobre este ponto, o economista Manuel Ferreira questionou fortemente estas medidas. "Ao político gosta repartir dinheiro. E estes programas são programas para repartir dinheiro. Mas se não frenarmos essa urgência, teremos muitos problemas adiante", afirmou. Apontou que inclusive se poderia chegar ao aumento do imposto ao valor agregado, caso não se freie o gasto corrente que, segundo seu desenvolvimento, é "o único que nos vai permitir crescer".

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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