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Economia

Governo prevê arrecadar US$ 350 milhões com ajustes às reservas

28/04/2026 16:45 4 min lectura 68 visualizações
Gobierno prevé recaudar USD 350 millones con ajustes a reservas

Autoridades do Ministério da Economia e Finanças (MEF) e da Direção Nacional de Receitas Tributárias (DNIT) mantiveram uma reunião ontem, na qual abordaram principalmente a proposta de regulamentação sobre o uso das reservas facultativas empresariais.

Nesse contexto, durante um evento da DNIT, o titular do órgão, Óscar Orué, detalhou que com o manejo atual das reservas deixa-se de arrecadar cerca de US$ 700 milhões, ou pelo menos uns US$ 350 milhões se pelo menos 50% for distribuído. Quanto ao total das reservas facultativas, assinalou que se conta com US$ 9.500 milhões.

"Os 8%, se falarmos que seja somente residentes, estamos falando de uns US$ 700 milhões. Agora, se pelo menos 50% for distribuído, já estamos falando de US$ 350 milhões. De qualquer forma, uma quantidade importante de guaranis que vai nos ajudar na arrecadação. O que nós queremos, e quero ser muito claro aqui, nós queremos que se cumpram as leis", enfatizou.

Em outro momento, manifestou que se chegar a arrecadar no mínimo US$ 100 milhões já seria um avanço.

Sustentou que o projeto segue sendo trabalhado e que já realizaram reuniões com ex-ministros da Fazenda, referentes de opinião e analistas econômicos, a fim de analisar seus alcances, enquanto justamente para hoje está previsto um encontro com a Unión Industrial Paraguaya (UIP), onde se espera definir os últimos detalhes.

Orué assegurou que o objetivo não é implementar uma nova lei nem aumentar os impostos, mas sim fazer com que se pague o que corresponde, devido ao fato de que lhes gera preocupação como vinham sendo utilizadas as reservas nos últimos oito ou nove anos.

Esclareceu também que não se prevê a implementação de períodos ou prazos para o uso, mas sim "estabelecer limites".

"Mais que períodos, o que queremos fazer é estabelecer limites sobre a utilização e a forma, não tanto o prazo, porque estabelecer limites não nos parece que seja a opção e estamos analisando já com a equipe do Ministério da Economia esse projeto, assim é que em pouco tempo vamos ter avanços", asseverou.

O diretor nacional destacou a importância de que o plano seja implementado no marco de um processo de debate e de que não se dê uma imposição arbitrária. "A ideia é socializar com todos os setores e o diálogo para mim é muito importante neste tema, e uma vez que possamos falar com todos os setores, vamos estar posteriormente já tomando a decisão e vamos afinar o projeto. (...) Não queremos impulsionar nenhuma nova lei, não queremos aumentar as taxas impositivas, mas sim o que queremos é que se pague o que tem que se pagar, nada mais", ressaltou.

Desde sua colocação, a proposta da DNIT para regulamentar o uso das reservas facultativas gerou posições contrárias.

A diretora de Educação do Colegio de Contadores del Paraguay, Alba Talavera, por exemplo, advertiu que a medida poderia gerar rejeição no setor empresarial, que optaria por capitalizar antes que distribuir para evitar o pagamento do imposto.

"Muitas empresas não contam com liquidez suficiente, ainda que tenham recursos em seus balanços, porque estão destinando esses fundos a investimentos ou provisões para compras futuras", explicou.

Inclusive questionou que se obrigue as empresas a pagar impostos sobre lucros não distribuídos efetivamente.

"Se não têm liquidez, teriam que se endividar para cumprir com o Fisco, o que não tem lógica e gera um gargalo financeiro", disse.

O presidente da UIP, Enrique Duarte, criticou a intenção de modificar as regras para estabelecer limites ao uso das reservas, considerando a iniciativa "inoportuna" e que envia um "sinal equívoco" à economia.

O titular da DNIT, Óscar Orué, também informou que durante este mês de abril segue se registrando um crescimento nas arrecadações tributárias. Embora ainda...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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