Governo planeja revisão do salário mínimo em maio após recorde de ocupação laboral
O Ministerio de Trabajo, Empleo y Seguridad Social (MTESS) celebrou os resultados positivos do mercado de trabalho paraguaio após conhecer-se que o país alcançou um recorde histórico em ocupação laboral durante o primeiro trimestre do ano.
Segundo os dados revelados pelo Instituto Nacional de Estadística (INE) através da Encuesta Permanente de Hogares Continua (EPHC) 2026, um total de 177.961 pessoas deixaram de estar desocupadas no período analisado, distribuindo-se em 88.296 homens (49,6%) e 89.665 mulheres (50,4%).
Revisão do salário mínimo como prioridade
A ministra Mónica Recalde destacou essas conquistas durante uma conferência de imprensa posterior à reunião do Consejo de Ministros, e anunciou que o Governo Nacional se concentrará em um tema fundamental para os trabalhadores: a revisão do salário mínimo.
"Em maio será um tema central para o Governo Nacional", afirmou a titular do MTESS, que antecipou que se levará adiante um processo de negociação inovador no país.
A funcionária explicou que se estabelecerá uma mesa de diálogo onde trabalhadores e empresários se sentarão para negociar pela primeira vez com base em todas as evidências possíveis, marcando um precedente nas discussões salariais do país.
Busca de equilíbrio e melhora do poder aquisitivo
Recalde enfatizou que para o Executivo é "importante que o salário mínimo cresça e que o dinheiro seja suficiente para as pessoas", destacando o compromisso do Governo em equilibrar essas discussões de maneira justa para todas as partes envolvidas.
Essas declarações se alinham com as intenções expressas pelo presidente Santiago Peña no início do ano, quando manifestou sua intenção de concentrar-se na classe média e trabalhadora para melhorar sua qualidade de vida e aumentar o poder aquisitivo.
Propostas das centrais operárias
No marco das negociações anuais, as centrais operárias apresentaram suas análises sobre a situação salarial atual. Segundo seus estudos, existe uma perda do poder aquisitivo dos trabalhadores que oscila entre 20% e 25% acumulado nos últimos 10 anos.
Baseando-se nesses dados, as organizações sindicais solicitam um incremento de 20% para o presente ano, o que significaria ajustar o salário mínimo atual de G. 2.899.048 para G. 3.500.000, com vigência a partir de 1º de julho.
Esse processo de negociação representa uma oportunidade para estabelecer um diálogo construtivo entre os setores envolvidos, buscando um equilíbrio que beneficie tanto trabalhadores quanto empregadores, em um contexto de crescimento do emprego no país.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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