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Economia

Governo defende questionada tarifa preferencial para indústria

09/06/2026 08:01 3 min lectura 9 visualizações
Gobierno defiende cuestionada tarifa preferencial para industria

Ante os questionamentos sobre o contrato de suprimento energético celebrado entre a ANDE e a empresa Atome – destinada à produção de fertilizantes verdes em larga escala –, o ministro de Indústria e Comércio, Marco Riquelme, saiu em defesa da estrutura tarifária do projeto, classificando-a como um pilar fundamental para a industrialização do país.

O titular do MIC sustenta que o preço de USD 30 por megavatio hora é competitivo para a indústria do hidrogênio verde, destacando a economia por menores perdas de transmissão e o impacto na substituição de importações.

Não obstante, o ponto central da controvérsia gira em torno da tarifa de USD 30 por megavatio hora (MWh), valor estabelecido no acordo, cifra que alguns setores comparam com a "tarifa técnica" da ANDE, superior a USD 40 MWh.

A respeito, Riquelme esclareceu, em conversa com Monumental 1080 AM, que as comparações devem considerar a eficiência operativa. Afirmou que, diferentemente de outros consumidores, as indústrias de grande envergadura como Atome conectam-se diretamente a linhas de alta tensão. Enquanto a rede geral da ANDE apresenta perdas técnicas de até 28%, o suprimento para esses projetos registra perdas mínimas de 1,5% a 2%.

Segundo o funcionário, o custo médio de geração da estatal ronda USD 28 MWh e ao ajustar esse valor pelas baixas perdas de transmissão, a tarifa de USD 30 mantém-se dentro dos margens de rentabilidade.

Outro ponto assinalado pelo funcionário é uma iminente redução da tarifa de Itaipu, no marco do novo Anexo C, o que, segundo sua interpretação, geraria maior rentabilidade para a empresa estatal.

Pressão e falta de regulação

Desde o Sindicato de Trabalhadores da Administração Nacional de Eletricidade (Sitrande) afirmaram que o presidente da estatal, engenheiro Félix Sosa, teria colocado seu cargo à disposição porque se recusa a pressões por parte do Governo para a assinatura de um contrato que os prejudicaria. Em contato com Última Hora, Adolfo Villalba, secretário geral do sindicato, assinalou que a situação assemelha-se a uma que a estatal já enfrentou em 2019.

Por sua vez, o engenheiro Guillermo López Flores, especialista em temas energéticos, sustentou que o conflito pelas tarifas na ANDE é o reflexo de que o Paraguai mantém uma organização elétrica de mais de 60 anos, sem um regulador independente que garanta regras claras e confiáveis de tarifação. Acrescentou que essa falta de institucionalidade é a causa dos choques recorrentes entre decisões políticas, interesses empresariais e critérios técnicos. "Os grandes consumidores diretos pagam tarifas muito mais baixas e estáveis, enquanto as cidades devem cobrir toda a cadeia de custos e riscos", afirmou.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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