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Saúde

Fretes enfrentará dias de reivindicações por reajuste e redução horária

Psicólogos, bioquímicos, fisioterapeutas e kinesiólogos fazem novos pedidos ao Ministério da Saúde Pública

21/09/2026 14:00 4 min lectura 25 visualizações

Pulso intenso. Antes de se acomodar na cadeira de ministro e depois também, o doutor Isaías Fretes deverá encontrar a panaceia para os conflitos com trabalhadores do sistema de saúde pública. Com o acordo alcançado com os médicos, após quase três meses de conflito, parecia que haveria sossego no Ministério da Saúde Pública (MSP); porém, a reivindicação teve um efeito dominó.

Nos últimos dias, os psicólogos, bioquímicos, fisioterapeutas e kinesiólogos também fizeram ouvir seus reclamos de melhores condições. Ao novo ministro da Saúde espera uma semana de reuniões e mobilizações.

"Nós estamos reivindicando o mesmo que pediam os médicos pela perda do poder aquisitivo. Por isso, também queremos um reajuste salarial", explicou a licenciada Lourdes Ruiz, do Sindicato de Psicólogos do MSP.

Na mesma linha de reclamo estão também os bioquímicos. Tanto eles quanto os psicólogos apontam que há mais de uma década não contam com um aumento em seus vencimentos. Outro pedido em comum é a melhoria das condições laborais em que realizam sua labor diária, que costumam ter como companheira na assistência, ou seja, a precariedade. "Somos pessoal de primeira linha, não nos é dada a importância necessária. Falta espaço adequado para poder trabalhar bem, também exigimos que sejam liberadas as licitações estancadas", explicou o doutor em Bioquímica Ramón Benítez.

Adiantou que para quarta-feira 23, o sindicato realizará uma mobilização em frente à sede da pasta sanitária às 08:00.

Posteriormente, às 11:00, os bioquímicos convocarão a assembleia. No encontro decidirão se vão à greve por seus pedidos.

Um dia antes, esta terça-feira 22, contou a licenciada Ruiz, também ocuparão as ruas em uma manifestação conjunta com a Federação Nacional de Trabalhadores da Saúde. Os psicólogos pedem também a redução da carga horária para todos os seus colegas do sistema público, ou seja, 12 horas. Dita redução deve ser universal.

Ruiz conta que às vezes devem colaborar com o almoço do paciente (crianças) que assistem sem comer. Em alguns lugares devem pagar a conexão à internet para poder carregar os relatórios.

O bioquímico revela que do seu bolso costumam custear a compra de algodão, álcool e outros insumos quando estão em falta nos laboratórios dos hospitais. O relato de ambos os profissionais aponta também que, se bem em Assunção possam estar cobertos, a realidade é mais dura no interior.

Psicólogos. Solicitam a redução da carga horária. Atualmente, a maioria realiza 15 horas semanais, quem ingressa recém 20. Pedem que sejam 12 horas.

Reajuste. O pedido de melhoria do pagamento é de 25% a mais, que estaria em torno de G. 1.500.000. Um psicólogo recebe G. 4.600.000 por vínculo para os nomeados. Os contratados em torno de G. 4.000.000. Com o desconto de 16% o salário é muito menor.

Carências. Os psicólogos não costumam contar com folhas para realizar teste. Também reivindicam espaços acolhedores para atender aos pacientes nos diferentes hospitais do sistema público; especialmente para quem estão em situação vulnerável. Também solicitam pessoal de segurança em casos que requeiram proteção a sua integridade física.

Quantidade. O sistema público conta com aproximadamente 700 psicólogos. Porém, nem todos realizam assistência. Vários cumprem labores administrativas em hospitais.

Bioquímicos. Pedem destravar licitações ante a falta de reagentes.

Contratos. Solicitam que o Ministério contrate mais profissionais, já que em alguns hospitais o horário de serviço é muito reduzido por falta de pessoal. Também pedem mais nomeações.

Reajuste salarial. Solicitam um 50% de incremento. Os nomeados percebem G. 5.000.000 por cada vínculo. Pedem chegar a G. 7.500.000. Com o desconto de 16%, o montante é muito menor.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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