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Política

França investiga declarações racistas de senadora paraguaia sobre Mbappé

07/07/2026 17:30 2 min lectura 12 visualizações
Francia investiga las declaraciones racistas de senadora paraguaya sobre Mbappé

A justiça francesa abriu uma investigação após as declarações racistas da senadora paraguaia Celeste Amarilla sobre o jogador estrela da seleção francesa Kylian Mbappé, anunciou nesta terça-feira a promotoria de Paris.

A promotoria indicou à AFP que "abriu imediatamente uma investigação" por injúria pública e incitação pública ao ódio ou à violência após receber uma denúncia nesta terça-feira da Federação Francesa de Futebol (FFF), confirmando uma informação da mídia RMC e RTL.

O presidente da FFF, Philippe Diallo, havia anunciado que levaria as declarações de Amarilla à promotoria, depois que a França derrotasse o Paraguai no sábado nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026 graças a um gol de pênalti de Mbappé, em uma partida dura e travada.

Ao término do encontro, o jogador, muito irritado pelo que interpretava como excessiva dureza dos paraguaios, não deu a mão ao goleiro paraguaio Orlando Gill.

"Bruto não aprendeu nem a escrever, em vez de leite materno chupava cocos e o mais instruído que escuto eram chimpanzés", escreveu a senadora em uma mensagem na rede social X.

"Camaronês colonizado, fingindo ser duro francês, ressentido, novo rico, prepotente e feio (...) O único que muitos reclamamos à Albirroja é não ter lhe dado um tapa de mão aberta depois que terminou o jogo", atacou em outra mensagem.

O capitão dos Bleus respondeu segunda-feira qualificando de "desprezível" e "indigna de seu cargo" a senadora, cujas declarações foram condenadas pelos governos da França e do Paraguai, pela FIFA e inclusive pela ONU.

"Jamais permitirei que gente como ela tenha a liberdade de propagar seu ódio e seu racismo por todo o mundo", acrescentou o atacante madridista.

Em uma carta aberta publicada em X após a polêmica, Amarilla, que diz amar visitar a França e falar francês, exigiu desculpas ao jogador por sua reação.

A promotoria investiga as declarações da senadora com o agravante de que as proferiu em razão da "origem, etnia, nação, raça ou religião, real ou suposta, da vítima", precisou o ministério público.

Estes delitos acarretam uma pena de um ano de prisão e uma multa de 45 mil euros (51.300 dólares), acrescentou a mesma fonte.

  • Fonte: AFP

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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