Fortes distúrbios em Genebra contra cúpula do G7 na França
O fórum, que inicia nesta segunda-feira sua reunião anual de três dias, reúne os líderes da Alemanha, Reino Unido, Canadá, França, Itália, Japão e Estados Unidos, junto com líderes convidados de outros países.
O presidente francês, Emmanuel Macron —anfitrião do evento— chegou à tarde à cidade alpina, localizada a cerca de 40 quilômetros a noroeste de Genebra, após reunir-se previamente na cidade de Nice, no sul do país, com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, convidado para a cúpula.
A maioria dos líderes, incluindo Donald Trump, chegará ao aeroporto de Genebra antes de se deslocar para Évian.
Também está previsto que o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, participe, o que colocará em primeiro plano a guerra iniciada por Moscou há mais de quatro anos.
Na véspera do fórum, cerca de 20 mil pessoas —segundo a polícia— marcharam em meio a um forte dispositivo de segurança pelas ruas da capital suíça convocadas pela coalizão "Não-G7", entoando consignas anticapitalistas, pró-palestinas, feministas e a favor da ação climática.
Embora a manifestação tenha começado de forma pacífica, começou a sair de controle no final da tarde, segundo constataram jornalistas da AFP.
Pequenos grupos de manifestantes —muitos vestidos de preto e com o rosto coberto— lançaram garrafas, pedras, pedaços de concreto e petardos contra as forças de segurança, que responderam com gases lacrimógenos. Vários edifícios também foram atacados, entre eles o da PricewaterhouseCoopers e a sede da União Internacional de Telecomunicações.
Segundo a polícia, as vitrines do Banco do Lemã e da Raiffeisen também sofreram danos.
A força pública estimou que aproximadamente 600 manifestantes eram membros do "Black Bloc", uma prática que consiste em se agrupar nas manifestações ou durante ações de desobediência civil em um bloco unido, visível e móvel.
Ao final do dia, continuavam ocorrendo enfrentamentos a distância com alguns grupos, em meio a densas nuvens de fumaça provocadas pelos disparos de gases lacrimógenos.
Uma resposta "internacionalista"
"Estou aqui porque não gosto que esse grupo de chefes de Estado se reunia aqui para tomar decisões que nos afetam a todos", declarou à AFP Michel, um aposentado suíço de 69 anos que empunhava uma bandeira palestina.
A coalizão "Não-G7", formada por cerca de 200 associações, organizações e sindicatos, pediu uma "resposta internacionalista" às políticas promovidas pelos líderes do G7.
A cúpula será o primeiro reencontro transatlântico desde que...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.