Forte alta dos preços do petróleo com retomada do conflito
Ataques no Oriente Médio disparam cotações do barril de Brent e West Texas
Os preços do petróleo dispararam na quarta-feira com a retomada dos ataques no Oriente Médio, diante do temor do mercado pelo suprimento procedente do Golfo e com o Estreito de Ormuz no centro das tensões.
O preço do barril de Brent do mar do Norte, para entrega em setembro, saltou 5,21% até 78,02 dólares. Durante a sessão, chegou inclusive a ultrapassar a barreira dos 80 dólares, algo que não ocorria há mais de duas semanas.
Seu equivalente estadounidense, o barril de West Texas Intermediate, para entrega em agosto, subiu 4,37% até 73,52 dólares.
Clima hostil. "Voltamos a um clima de hostilidade, e isso é o que desencadeou a alta de hoje", resume para a AFP John Kilduff, da Again Capital.
Donald Trump advertiu na quarta-feira que Washington se preparava para atacar novamente o Irã, depois de enfrentamentos mortais entre as duas partes que, segundo ele, haviam anulado o cessar-fogo. Poucas horas após o aviso do mandatário, as Forças Armadas dos EUA anunciaram que haviam lançado um amplo bombardeio sobre o Irã.
Estes acontecimentos "prejudicam seriamente a confiança em que a atual trégua de 60 dias possa ainda resultar em um acordo de paz permanente", e os preços reagiram em consequência, explica Jorge Leon, da Rystad Energy.
Navegação em Ormuz. Segundo os especialistas, estes fatos também frearam a navegação no estratégico Estreito de Ormuz, por onde transitam normalmente 20% do petróleo e do gás natural liquefeito mundial.
Os ataques contra navios reportados no início da semana "elevaram o nível de risco a um grau inaceitável para os transportadores e as seguradoras", destaca John Kilduff.
"É verdade que circula muita retórica belicista, mas com o presidente Trump a tensão neste tipo de situações se dispara e pode cair igualmente rápido", acrescenta o analista.
"Acredito que qualquer coisa que aconteça terminará muito rápido e apenas tornará tudo mais seguro, até mesmo para o petróleo", assegurou Trump.
Embora tenha dito que não queria mais "ter trato" com os dirigentes iranianos, indicou que seus emissários poderiam continuar suas conversações.
Paralelamente, Washington restabeleceu na terça-feira suas sanções sobre o petróleo iraniano, suspensas pelo protocolo de acordo assinado em 17 de junho, que havia permitido a reabertura do Estreito de Ormuz.
RELATÓRIO DO FMI. O FMI reduziu na quarta-feira novamente sua previsão de crescimento para a economia mundial em 2026, já que o avanço da inteligência artificial não conseguiu compensar completamente as repercussões da guerra no Oriente Médio.
O organismo estima que o crescimento econômico global será de 3% este ano, frente aos 3,1% previstos em abril.
América Latina se manterá estável, com um crescimento em torno de 2,4% em 2026.
A maior parte das variações ocorrem na região do Oriente Médio e Ásia Central, na linha de frente durante a guerra que enfrenta Estados Unidos, Israel e Irã.
5,21% subiu o preço do barril de Brent do mar do Norte nesta quarta-feira, após a retomada dos bombardeios entre Irã e EUA. O barril fechou a sessão cotizado a 78,02 dólares.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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