Filizzola denuncia nova máfia dos pagarés que afeta produtores
Senador revela esquema que causou prejuízo estimado em USD 200 milhões a produtores do interior
Rafael Filizzola, senador pelo Partido Democrático Progresista (PDP), acompanhado por Clever Baeuren e Alfreu Lui, produtores afetados, realizaram uma coletiva de imprensa para denunciar um novo caso de máfia dos pagarés, mas em uma escala superior, na qual o prejuízo já chega a aproximadamente USD 200 milhões.
"Eles são produtores de Alto Paraná, Caazapá e a denúncia não é de agora, já tem anos. Eles vêm suportando durante quase duas décadas uma situação absolutamente anormal, um manejo que tem permitido a determinadas empresas cobrar duas a três vezes a mesma dívida. Estamos falando deles, estão aqui hoje mas são cem produtores dessa zona a quem gerou um prejuízo patrimonial que estimamos em USD 200 milhões, a isso se soma perda de propriedades", expressou.
Filizzola comentou que isso ocorre a partir de um manejo pouco claro onde lhes faziam assinar pagarés em troca de provisão de insumos para a produção, mas os pagarés nunca eram devolvidos e eram reutilizados.
"Posteriormente, a empresa que está vinculada a essa atividade vendeu os pagarés a outra empresa e essa empresa é a que está demandando novamente. O mesmo esquema em uma escala distinta que é uma escala muito maior. Aqui se trata de um prejuízo patrimonial enorme, mas não se trata apenas de um prejuízo patrimonial, e sim da destruição de famílias, se perdem lares, afetam a saúde das pessoas", explicou.
Filizzola afirmou que por trás de tudo está uma empresa estadunidense que não está radicada no país.
"Como esse caso é muito particular, a empresa que está demandando é estrangeira, e não está vinculada ou radicada no país. Uma empresa dos Estados Unidos. Ainda não conversamos com eles, seria a empresa que adquiriu esses documentos e é bastante raro porque é uma empresa que não está registrada no Paraguai. Eles recorreram a denúncias penais, litigando no âmbito civil, são dívidas que pelo transcurso do tempo já não se podem reclamar via tribunais. Já prescreveram há tempos; não obstante, continuam sendo utilizadas atualmente", concluiu.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.