Filho de Davi e Filho de Deus
Ontem, considerávamos a resposta de Jesus ante uma pergunta que lhe formulava um escriba acerca de qual era o primeiro mandamento da lei de Deus e como o Senhor fazia referência ao conhecido Shemá Israel unido ao dever com o próximo.
No Evangelho de hoje, recolhe-se um ensinamento do Senhor que supõe uma grande ajuda para compreender melhor o mistério de sua identidade.
Ao longo do Evangelho, Jesus foi-se revelando progressivamente aos homens, por exemplo, quando São Pedro lhe confessou como o Messias (cfr. Mc 8,29) ou quando o cego Bartimeu lhe chamou o filho de Davi misericordioso (cfr. Mc 10,47-48).
Na passagem de hoje, Jesus ensina a seus discípulos, ainda que de uma forma velada, que esses títulos que lhe atribuem são corretos, mas ainda incompletos. E é que é verdade que o Senhor é o Messias, o Filho de Davi esperado, o enviado de Deus, mas, antes de tudo, é Filho de Deus.
Com a pergunta que formula o Senhor, quer orientá-los para a transcendência e fazê-los cair na conta de que o Messias não era um simples homem, mas alguém de natureza divina. Ao dizer que Davi escreveu o salmo que lhes cita (cfr. Sal 109), Jesus expõe o sentido messiânico que têm estas palavras:
disse o Senhor ao meu Senhor. E é que esse segundo Senhor é o Messias, e implicitamente Jesus se identifica com ele.
Dessa maneira, o caráter misteriosamente transcendente do Messias fica expresso pela paradoxo de que sendo filho – entendido como descendente de Davi –, no entanto, este lhe chama seu Senhor, porque não só é filho de Davi, senão que, principalmente, é o Filho de Deus.
(Frases extraídas de https://opusdei.org/es-py/gospel/2026-06-05/)
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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