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Paraguai

Família solicita intervenção do Governo para repatriar restos de paraguaio falecido na Ucrânia

08/07/2026 00:02 3 min lectura 9 visualizações
Familia solicita intervención del Gobierno para repatriar restos de paraguayo fallecido en Ucrania

Maximiano Barreto, pai do paraguaio Néstor Adrián Barreto, de 21 anos, oriundo de Choré, Departamento de San Pedro, solicitou ao Ministério de Relações Exteriores a intervenção urgente do Estado para facilitar a repatriação dos restos mortais de seu filho, que faleceu em 25 de junho passado no conflito bélico entre Rússia e Ucrânia.

Por meio de uma nota dirigida ao ministro de Relações Exteriores, Rubén Ramírez Lezcano, o pai requer assistência consular, verificação oficial do falecimento, repatriação dos restos mortais e obtenção de documentação oficial do Estado ucraniano.

Falta de informação oficial

Conforme manifestou, a família não recebeu até a data nenhuma comunicação oficial, formal ou documental por parte das autoridades ucranianas, nem de organismo militar, consular ou governamental algum que certifique legalmente o falecimento de seu filho, as circunstâncias do fato, o local onde ocorreu, a localização de seus restos mortais ou a situação administrativa e contratual que mantinha com as forças militares da Ucrânia.

"Minha família não conta até o presente com nenhum documento oficial expedido por autoridades competentes que permita verificar a autenticidade de tal informação, razão pela qual solicitamos a urgente intervenção do Ministério de Relações Exteriores para realizar as verificações pertinentes ante as autoridades da Ucrânia", expressou Barreto.

Trajetória do jovem

O jovem viajou do Paraguai para a Espanha em 25 de fevereiro passado com o propósito de buscar melhores oportunidades laborais que lhe permitissem melhorar suas condições de vida e colaborar economicamente com sua família. Uma vez chegado à Espanha, se alojou na moradia de seu irmão, que já trabalhava naquele país, e imediatamente começou a desempenhar tarefas laborais junto a ele, principalmente em atividades agrícolas relacionadas com a poda de parral.

Posteriormente, sem que a família tivesse conhecimento preciso da forma em que recebeu a oferta laboral, Néstor Adrián comunicou a sua família que tomou a decisão de se deslocar para a Ucrânia para se incorporar a uma unidade militar especializada.

Decisão de partir para a Ucrânia

Em 17 de abril informou a seu irmão e a sua mãe que viajaria para a Ucrânia. Todos os seus familiares tentaram persuadi-lo para que desistisse de tal decisão, devido aos riscos derivados do conflito bélico existente no país europeu.

No entanto, o jovem insistiu com sua família que não participaria diretamente em operações de combate e que, segundo as condições que lhe haviam sido oferecidas, seria contratado para desempenhar funções com o controle, monitoramento e operação de drones, manifestando que não seria atribuído às operações de combate.

Segundo as informações que a família possui, o compatriota saiu da Espanha em 22 de abril passado e se incorporou às forças militares da Ucrânia aproximadamente em 25 de abril.

Último contato com sua família

Em conversa com meios de imprensa, Maximiano Barreto manifestou que conversou com seu filho pela última vez em 14 de junho passado. Expressou sua esperança de receber apoio tanto da Embaixada da Alemanha quanto das autoridades competentes para gerenciar a repatriação.

"Peço ajuda ao Governo para que me ajude e que o corpo de meu filho chegue para lhe dar cristã sepultura. Esse é meu pedido como pai. É meu último filho menor", manifestou o pai, que ainda aguarda respostas a sua solicitação de intervenção.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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