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Economia

Factoragem: alívio temporário para construtoras paraguaias

17/05/2026 00:45 3 min lectura 7 visualizações
Factoraje: alivio temporal para constructoras paraguayas

Representantes do setor privado paraguaio expressaram sua posição a respeito do sistema de factoragem que o Governo impulsiona como mecanismo para aliviar a crise de liquidez que afeta as construtoras. Embora reconheçam o potencial do instrumento, advertem que se trata de uma medida paliativa que não aborda as causas estruturais do problema.

Segundo informou Raúl Mena, a regulamentação da factoragem será determinante para sua implementação efetiva. As autoridades trabalham em reuniões técnicas entre assessores jurídicos da Advocacia do Tesouro, do Ministério da Economia e Finanças e do Banco Central do Paraguai. O Governo prevê apresentar uma proposta definitiva nas próximas semanas.

A dívida estatal com construtoras alcança aproximadamente US$ 350 milhões, embora pudesse ser superior. Embora o Governo execute desembolsos conforme um calendário estabelecido, o setor observou certo cumprimento em abril e maio, gerando expectativas limitadas.

Impacto no fluxo de caixa

Javier Giammarinaro sinalizou que a factoragem pode representar uma alternativa concreta para certificados de obra executados e aprovados. As construtoras mantêm estruturas operativas pesadas que incluem pessoal técnico, equipamentos, subcontratos e compromissos financeiros que persistem independentemente dos prazos de cobrança.

Se o sistema funciona corretamente, permitiria transformar certificados em liquidez imediata, reduzindo a pressão financeira e sustentando o ritmo de execução de obras. Porém, advertiu que o financiamento não deve converter-se em ferramenta permanente para encobrir falhas estruturais no sistema de pagamentos estatal.

Limitações do mecanismo

Mena enfatizou que a factoragem não solucionará o problema de fundo. Constituirá um paliativo temporário, mas o Estado deve revisar sua política fiscal e planejar com maior precisão para evitar novas acumulações de dívida.

Um aspecto crítico será definir se o teto fiscal de 1,5% do PIB se mantém ou se ajusta, decisão que determinará a viabilidade do mecanismo. Além disso, a regulamentação deverá estabelecer como se absorverão os juros gerados pelos certificados não pagos, assegurando que bancos ou financeiras comprem a dívida sem transferir custos adicionais às empresas.

O setor também adverte que a situação afeta múltiplos setores além da construção. A dívida estatal envolve fornecedoras de programas sociais e farmacêuticas, superando os US$ 1.000 milhões no total. Esta perspectiva amplia a urgência de implementar políticas fiscais mais rigorosas e sustentáveis no médio prazo.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do EstateNews Paraguay.

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