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Esportes

Façanha da Bélgica no minuto 125

Seleção belga se classifica para oitavas de final do Mundial 2026 após virada épica contra Senegal

02/07/2026 05:00 4 min lectura 19 visualizações
Hazaña de Bélgica en el minuto 125

À beira da eliminação até o minuto 89, quando renasceu ao empatar um 0-2 em desvantagem frente a Senegal, a seleção da Bélgica sobreviveu, esquivou um despropósito e se classificou de milagre para as oitavas de final do Mundial 2026 no minuto 125, com um pênalti cometido no minuto 119, sancionado através do VAR e transformado por Youri Tielemans para o 3-2.

Talvez jamais o tenha merecido em todo o encontro até a prorrogação, mas aguarda na próxima rodada o vencedor do choque entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina. O futebol foi imprevisível em Seattle.

Porque, extremamente cautelosa, excessivamente temerosa sua selecionadora, Rudi García, quando confeccionou o plano mais que a configuração do onze titular, de aspecto ofensivo e atitude contemplativa, a seleção da Bélgica jogou quase todo o partido sem um único mérito apreciável, inclusive esteve à beira de sofrer o 0-3, evitado por Thibaut Courtois, antes da virada radical dos acontecimentos.

A Bélgica sofreu a exigência. Disfarçado seu momento pela liderança do grupo e por sua goleada 1-5 contra a Nova Zelândia, Senegal redescobriu sua realidade. Não funcionam os Diabos Vermelhos nem em defesa, por mais que o tenha ressaltado Rudi García, nem na transição nem no ataque, até que joga e acerta Lukaku.

Outros tempos foram melhores para De Bruyne, por exemplo. E Doku ainda não atingiu a dimensão que se espera. Sem ambos já, substituídos por Rudi García, sua equipe igualou um 0-2 em desvantagem. Tinha a partida perdida. E a venceu.

Antes, o conjunto africano explorou suas laterais. A partir daí construiu primeiramente a ameaça, que se foi tornando mais real conforme o momento avançava. O primeiro remate à trave de Ismaila Sarr, em uma saída infeliz de Courtois, alertou o conjunto belga, contemplativo, expectante, à espera de alguma inspiração ofensiva de De Bruyne, Trossard ou Doku.

Rudi García teve sumo respeito a Senegal. Seu planejamento o denunciava. Se era favorito (ou assim sentia) não o demonstrou. Não pressionou, se replicou e esperou. Enquanto proclama a intenção de chegar o mais longe possível no Mundial, tudo o que transmitiu ao terreno de jogo foi uma absoluta contradição, que o direcionou inevitavelmente ao 0-1 em desvantagem.

Foi no minuto 25, unânimemente merecido, rematado por Habib Diarra após o cabeçeio à trave de Ismaila Sarr (o segundo em sua segunda oportunidade antes da meia hora e o intervalo de hidratação), o envio à área de Sadio Mané e a enésima descoordinação defensiva da Bélgica, cujo nível atual apenas desperta nostalgia.

Rudi García pediu calma com o 0-1, mas sua equipe não necessitava tranquilidade, senão ambição, iniciativa e interesse em algo mais que esperar para ver se a inércia, o destino ou um golpe de sorte eram suficientes para se encontrarem com a vitória. O gol desbaratou qualquer ideia semelhante. Dentro dessa lentidão, a transição belga ficou obsoleta.

Conforme mais entrou em ação Doku (sem tampouco nada de outro mundo) mais aparentou sua equipe, que então sentia falta de Trossard e sempre de De Bruyne, enquanto Lukaku observava tudo do banco. Não está em ritmo.

De ter estado em ótimas condições, sem todos os problemas de lesões da temporada, teria sido titular sem qualquer dúvida. No intervalo já ingressou no campo. Ao final, ele mudou a dinâmica.

É certo que o 0-1 variou algo o panorama. Já não foi tão superior Senegal, que se conformou um tempo e perdeu a posse que havia dominado amplamente antes, embora ainda atravessasse as linhas para um remate com a direita de Mané, fácil para Courtois, e sobretudo, também demonstrou que sabe se defender em seu território sobre sua área, sem inquietações até o minuto 44, com um chute de direita de De Cuyper ao qual voou Diaw. Um bom voo.

Nada mais foi capaz de criar a Bélgica no primeiro tempo, além de um disparo de Trossard nos primeiros instantes. Por isso, Rudi García lançou mão de Lukaku no retorno do intervalo.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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