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Polícia

Ex diretora confirma que em um dia a faculdade retirou o título de Rivas

Testemunha afirma que solicitação foi apresentada ao MEC em 8 de junho de 2020 e retirada no dia seguinte

20/08/2026 10:45 4 min lectura 33 visualizações

Mais testemunhas continuam declarando no julgamento contra o ex senador colorado Hernán Rivas, acusado pelo suposto uso de título falso como advogado. A ex diretora acadêmica da Universidade Sudamericana confessou perante o Tribunal que retirou do Ministério de Educação e Ciências (MEC) o título certificado do ex parlamentar em um único dia.

Durante o processo de ontem declararam a ex secretária geral da Universidade Sudamericana, Nancy Barúa; a ex diretora acadêmica, Dora Cabañas; o ex assessor do MEC, Hermann Weisensee; e Casimiro Ortiz, ex diretor de Registro de Títulos do Ministério de Educação.

As declarações foram feitas perante o Tribunal de Sentença integrado pelos juízes María Fernanda García de Zúñiga, Juan Carlos Zárate e Yolanda Portillo.

O testemunho que confirma que o registro do título de Rivas foi em tempo recorde foi realizado pela mesma ex diretora acadêmica, que por sua vez alegou que para ela o documento não é "falso", já que se encontra registrado.

Em 24 horas. Cabañas confirmou que apresentou ao MEC a solicitação do título do ex senador no dia 8 de junho de 2020, às 17h00, e ela mesma o retirou no dia seguinte, 9 de junho de 2020, às 14h10.

Também reconheceu que este processo, na verdade, demora minimamente cerca de 20 dias úteis, mas que há casos em que chegam a se registrar em três a quatro dias.

Porém, embora o título de Rivas tenha sido retirado em 24 horas, o deputado Raúl Benítez havia declarado no julgamento que o registro levou apenas 6 minutos entre o parecer de aprovação e a resolução de inscrição.

Até mesmo, nesse mesmo 9 de junho de 2020, dia da certificação do título, o então legislador já estava jurando como membro do Júri de Julgamento de Magistrados (JEM).

Não conhece docentes. A ex diretora acadêmica também foi questionada sobre os nomes dos professores de Hernán Rivas e não conseguiu nomear nem um único docente da carreira de Direito da sede em que o acusado cursou.

"Não vou saber, não vou me lembrar; é impossível que eu me lembre porque são várias carreiras, temos várias sedes e nunca vou me atentar aos docentes", relatou perante os juízes de Sentença.

Também disse desconhecer sobre o funcionamento da carreira de Direito filial Ciudad del Este no terreno de uma paróquia e só se limitou a apontar que a Universidade Sudamericana não tinha sedes próprias na capital do departamento de Alto Paraná.

Mais testemunhas. A ex secretária geral da Universidade Sudamericana, Nancy Leonor Barúa, por sua vez, declarou em juízo que o erro no certificado de estudos de Hernán Rivas é humano, mas que não é comum.

"Isto está feito por humanos, mas não é comum. É algo que pode acontecer com qualquer pessoa. Não presenciei outros casos", expressou.

Lembrou que os que tinham pendentes apenas a tese defenderam em Luque, na sede da Reitoria. Embora tenha admitido que não conhece os alunos nem lhe consta quais alunos defenderam suas teses na sede luqueña, nem quem eram os examinadores da banca.

Por sua parte, o ex assessor do MEC, Hermann Weisensee, explicou o porquê Rivas inicialmente disse que teve um tema de tese, mas que nos documentos menciona outro, e argumentou que se tratou de um erro mais administrativo, que depois a universidade retificou.

O último a declarar ontem foi Casimiro Ortiz, ex diretor de Registro de Títulos, que disse que ele apenas assinava os pareceres digitais, sem verificar os títulos em físico.

"Não vou saber, não vou me lembrar, é impossível que eu me lembre porque são várias carreiras e nunca vou me atentar aos docentes". Dora Cabañas, ex diretora acadêmica.

A Fiscalía acusa Hernán Rivas de ter apresentado um certificado de estudos expedido em 12 de maio de 2018 e um título outorgado pela Universidade Sudamericana em 9 de junho de 2020.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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