Éver Villalba afirma que decisão contra Kattya González expõe o país a nova sanção internacional
O senador liberal Éver Villalba questionou o pronunciamento da Corte Suprema de Justiça de rejeição à ação de inconstitucionalidade promovida pela senadora expulsa do Senado Kattya González para recuperar sua banca. Conforme o legislador, a decisão representa um revés para a ex-parlamentar e evidencia a influência do poder político sobre as instituições do Estado.
"Lamentavelmente, numericamente, lhe deu um revés à companheira Kattya. Isto expõe o país a uma nova sanção a nível internacional porque isto deve recorrer-se e novamente vai pagar o povo paraguaio as consequências de uma ação autoritária que se gerou aqui no Congresso e que não se pôde reverter na Corte", sustentou.
Villalba afirmou que a resolução judicial constitui uma amostra da submissão da Justiça ao poder político e responsabilizou o cartismo por enfraquecer as instituições democráticas. Segundo disse, o oficialismo vem "bastardizando" organismos do Estado e promovendo a designação de pessoas sem a preparação adequada em cargos estratégicos.
"O modelo chamado cartismo bastardiza todas as instituições e está desmoronando nossa democracia", expressou.
O legislador também advertiu sobre o que considera um esquema de perseguição contra vozes críticas ao Governo. Nesse sentido, assinalou que opositores, jornalistas e dirigentes políticos são objeto de pressões através de distintos organismos estatais.
"Estamos ante um grande retrocesso da democracia, da liberdade de imprensa e da liberdade de expressão. No caso de Kattya, no caso dos jornalistas e dos opositores, existe um esquema de perseguição às vozes dissidentes", afirmou.
Consultado sobre a situação interna do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA) após as recentes eleições partidárias, Villalba agradeceu o respaldo recebido pela Frente Radical e ratificou que seguirá mantendo uma postura crítica frente ao Governo.
Igualmente, indicou que existem denúncias relacionadas com as eleições internas que estão sendo analisadas pela equipe de procuradores do movimento. Entre as irregularidades mencionou questionamentos às máquinas de votação, presumida compra de votos e votos assistidos.
"Não vou falar sem provas. Estamos recolhendo toda a informação e quando concluir a investigação se apresentarão os resultados ante a imprensa", manifestou.
Respecto à nova condução partidária nas mãos de Alcides Riveros, assinalou que aguardará as primeiras ações das novas autoridades para avaliar o rumo que tomará o PLRA. "Se coincide em que temos que fazer oposição e denunciar o que está mal, vai ter um companheiro", mencionou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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