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Internacional

EUA sanciona rede cubana de brigadas médicas por gerar divisas ao governo comunista

24/07/2026 11:15 3 min lectura 25 visualizações

Os Estados Unidos anunciaram ontem quinta-feira sanções contra o ministro da Saúde cubano, José Ángel Portal Miranda, e a rede de brigadas médicas no exterior, a principal fonte de divisas do governo comunista. As sanções também afetam três entidades cubanas do setor energético e outras quatro associadas ao conglomerado militar e empresarial Gaesa, algumas das quais haviam mudado de estatuto ou haviam sido transferidas para tentar evitar sanções norte-americanas anteriores, explicou o Departamento de Estado em seu comunicado.

O envio de brigadas médicas ao exterior constitui a principal fonte de ingresso de divisas do governo comunista de Cuba, com 7 bilhões de dólares em 2025, segundo cifras oficiais. Para o ano passado, cerca de 24 mil médicos e outros profissionais cubanos da saúde trabalhavam em 56 países. Mas nos últimos meses e sob pressão dos Estados Unidos, Guatemala, Honduras, Jamaica e Guyana finalizaram esses acordos que, em alguns casos, permitiram o desdobramento de pessoal sanitário cubano durante mais de 25 anos.

Washington passa agora a sancionar financeiramente a Unidade Central de Cooperação Médica, à sua diretora, Gretza Sánchez Padrón, e à Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos, assim como ao ministro da Saúde Pública, no cargo desde 2018. O Departamento de Estado considera que essas brigadas são uma forma de "tráfico de seres humanos" e de "exploração".

"As autoridades cubanas exploram leis e condições econômicas inerentemente coercitivas para manipular ou obrigar os trabalhadores a se incorporarem e permanecerem em programas de exportação de mão de obra", assegura seu comunicado.

O chanceler cubano Bruno Rodríguez assegurou ontem quinta-feira no X que essas missões médicas são "um serviço humano e solidário", reconhecido internacionalmente.

"O ataque contra a cooperação médica cubana equivale a uma agressão contra o direito humano ao acesso a serviços de saúde para centenas de milhares de pessoas em muitas partes do mundo", reagiu Rodríguez.

Havana considerou além disso que as novas sanções demonstram as "intenções genocidas" de Washington, que busca provocar "uma crise humanitária" na ilha.

As empresas vinculadas a Gaesa sancionadas são a Terminal de Contêineres de Mariel, Coral Marítima, Ceiba Investments e Orbit.

As empresas do setor energético são o Centro de Pesquisas do Petróleo, Empresa de Energia, que importa gás e lubrificantes, e outra importadora, Einarbo.

Entrar na lista de sancionados da OFAC significa que esses indivíduos ou empresas não podem ter bens nos Estados Unidos, nem acessar serviços financeiros ou econômicos no país.

A administração do presidente Donald Trump aplica uma política de "máxima pressão" contra Cuba, em particular desde o derrocamento no início de janeiro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, até então o maior aliado de Havana.

Fonte: AFP.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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