EUA já utilizou cerca de 20% do primeiro lote de 100 mil toneladas e Brasil lidera os ingressos
Estados Unidos já utilizou cerca de 20% do primeiro bloco de 100 mil toneladas de carne bovina habilitado para setembro dentro da nova janela extraordinária de importação, e Brasil aparece como o principal origem dos volumes ingressados até o momento.
De acordo com o acompanhamento da Alba Wheels Up International, empresa estadunidense especializada em comércio exterior e alfândegas, até 9 de setembro haviam ingressado 19.271,6 toneladas dentro do contingente, equivalente a aproximadamente 19% do volume disponível para este mês.
O relatório, ao qual Valor Agro teve acesso, indica que o ritmo de utilização vem sendo impulsionado principalmente por importações provenientes do Brasil, embora ainda não exista uma abertura oficial que permita conhecer com precisão quanto dessas 19.271 toneladas corresponde ao país vizinho e quanto ao Paraguai ou outros fornecedores.
O dado confirma pela primeira vez que Brasil já está capturando de maneira efetiva a nova janela estadunidense, depois de várias semanas de expectativas sobre sua capacidade para ganhar participação. O país chega além disso com uma forte estrutura exportadora e com incentivos adicionais para diversificar destinos.
A utilização também mostrou uma aceleração nos últimos dias. Até 8 de setembro haviam sido computadas cerca de 15,4 mil toneladas, enquanto que um dia depois o volume superou as 19,2 mil toneladas. Isso indica que o ingresso de produto sob a nova condição tarifária começou a ganhar ritmo.
Ainda assim, o primeiro lote permanece amplamente disponível. Restam cerca de 80.700 toneladas antes de completar as 100 mil habilitadas para setembro, portanto ainda existe margem importante para novos embarques durante as próximas semanas.
Para o Paraguai, a evolução é especialmente importante porque compete dentro do mesmo contingente sob um sistema de utilização por ordem de ingresso. A velocidade logística, a disponibilidade de produto e a capacidade de fechar negócios serão chaves para determinar quanto espaço poderá capturar frente ao avanço brasileiro.
Por enquanto não se registraram mudanças regulatórias adicionais na medida nem modificações para Argentina e Uruguai, que continuam operando sob suas próprias cotas. O próximo dado chave será conhecer a distribuição exata por país e observar quão rapidamente se completa o primeiro bloco de 100 mil toneladas durante a segunda metade de setembro.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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