Estados Unidos retoma bloqueio naval ao Irã no Estreito de Ormuz
Operações militares estadunidenses no Estreito de Ormuz
As Forças Armadas estadunidenses retomaram nesta terça-feira o bloqueio naval contra o Irã no Estreito de Ormuz, junto com uma nova onda de bombardeios, conforme comunicado do Comando Central do Exército dos Estados Unidos (Centcom).
O organismo, sediado na Flórida, informou que o Exército estadounidense reiniciou o bloqueio a navios que transitam para e desde o Irã às 16:00 horas do leste dos EUA (20:00 GMT), seguindo ordens do presidente Donald Trump.
"Atualmente há mais de 20 navios de guerra da Marinha dos EUA e centenas de aeronaves militares operando em todo o Oriente Médio. As forças estadunidenses mantêm-se vigilantes, letais e prontas", indicou o Centcom em seu comunicado.
Nova rodada de ataques
O Comando Central detalhou que uma hora antes executou uma nova rodada de ataques contra o Irã para "continuar degradando as capacidades iranianas utilizadas para atacar o transporte marítimo comercial no Estreito de Ormuz".
Os ataques ocorrem após a intensificação do conflito desde a semana passada, quando Trump deu por finalizado o acordo marco de cessar-fogo com a República Islâmica que ele mesmo tinha assinado em 17 de junho, citando os persistentes ataques de Teerã aos navios que navegam por Ormuz.
Mudanças na estratégia comercial
O mandatário anunciou segunda-feira que restabeleceria o bloqueio naval ao Irã e que Washington solicitaria 20% de compensação por proteger navios que transitam pelo estreito. Contudo, nesta terça-feira retratou-se da cobrança de pedágio, anunciando que o substituiria "por acordos comerciais e de investimento" dos Estados do Golfo nos Estados Unidos.
Escalada regional do conflito
O conflito estendeu-se por vários países do Oriente Médio em uma escalada que começou há sete dias com enfrentamentos no Estreito de Ormuz, continuando com bombardeios sobre a República Islâmica e respostas iranianas com ataques em toda a região.
Emirados Árabes Unidos (EAU) condenou nesta terça-feira como "atos de pirataria" e "chantagem" os ataques iranianos contra a navegação no Estreito de Ormuz, após um bombardeio que provocou danos materiais "significativos" em dois petroleiros emiratíes, causando um morto e oito feridos, quatro deles em estado grave.
Por sua parte, "As Forças Armadas não cederão nem um ápice sobre o Estreito de Ormuz", afirmou o porta-voz do Exército iraniano, o general de brigada Mohamad Akraminia, conforme informou a agência Tasnim.
Impacto nos mercados energéticos
Os preços do petróleo experimentaram uma moderação em sua alta depois que Trump desistiu de seu projeto de cobrar pedágio aos navios que transitassem pelo Estreito de Ormuz.
Após ter subido mais de 5% no início do dia, o preço do barril de Brent do mar do Norte, para entrega em setembro, fechou com uma alta de 1,72%, alcançando 84,73 dólares.
O West Texas Intermediate (WTI), equivalente estadunidense e com entrega em agosto, avançou 1,54%, chegando a 79,34 dólares.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.