Estados Unidos amplia cota de importação de carne: oportunidade para Paraguai
Nova oportunidade comercial
Estados Unidos ampliou temporariamente em 300 mil toneladas métricas sua cota tarifária para a importação de cortes de carne bovina magra durante os próximos 90 dias. A asignação corresponderá exclusivamente ao contingente de outros países, beneficiando principalmente Brasil, Paraguai, Irlanda, Japão e os Países Baixos.
Daniel Burt, gerente geral da Câmara Paraguaia de Carnes (CPC), expressou que o setor considera esta notícia de forma muito positiva, já que poderia representar uma grande oportunidade para Paraguai, considerando que o volume adjudicado para setembro, outubro e novembro está destinado àqueles mercados sem cota própria.
"Estados Unidos atravessa uma crise de carne e Paraguai é um dos principais países que pode se converter em um provedor mais importante para este mercado", sustentou Burt, acrescentando que se espera que os carregamentos em trânsito possam ingressar sob este novo regime.
Vantagem competitiva para o país
Burt indicou que Paraguai se encontrava em desvantagem ao não contar com cota própria. Contudo, qualquer condição comercial adicional representa uma oportunidade muito positiva para o país. Sinalizou que o mercado estadounidense já demonstrou em apenas dois anos de abertura que representa entre 10 e 15 por cento das exportações paraguaias de carne bovina.
"Realmente foi determinante conseguir esta diversificação de mercados, que melhora muito nossa capacidade de negociação com todos os mercados", indicou. Atualmente, Paraguai exporta carne bovina para Estados Unidos em condições normais, pagando a tarifa correspondente. Até o fechamento de julho foram enviadas aproximadamente 30 mil toneladas, projetando-se alcançar cerca de 60 mil toneladas durante o ano sob estas condições.
Burt comentou que se estas exportações aumentarem em 50 por cento, já seria significativo para o ano da carne paraguaia.
Cronograma de implementação
A nova cota começará a vigorar em 1º de setembro e será distribuída em três tramos de 100 mil toneladas cada um. O primeiro tramo estará disponível entre 1º e 30 de setembro, o segundo de 1º e 30 de outubro, e o terceiro se abrirá em 31 de outubro, estando vigente até que se complete o volume ou até 30 de novembro.
A asignação funcionará sob o critério de "primeiro que chega, primeiro que se serve", permitindo aos importadores utilizar o volume disponível até esgotá-lo. "Tem que se negociar os preços e volumes com os importadores, para ver quanto convém enviar, considerando a situação atual", acrescentou Burt.
Benefícios tarifários
A carne paraguaia que já foi embarcada está projetada a chegar antes de 30 de novembro, permitindo que seja negociada sem tarifa, o que aumenta sua competitividade para os importadores estadounidenses. "A carne paraguaia se tornaria mais competitiva para os importadores", enfatizou o gerente geral da CPC.
Burt indicou que estarão em conversações com os importadores para definir os detalhes das questões tarifárias e iniciar a produção imediatamente para aproveitar a cota excepcional. A medida, estabelecida pelo Conselho de Importação de Carne da América (MICA) do Governo de Estados Unidos, responde à situação atual do mercado carníço estadounidense.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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