Emergências do IPS está em código vermelho pela falta de camas e médicos
A Dra. Clarissa Da Costa apresentou ante o Conselho Administrativo do Instituto de Previsão Social (IPS), presidido pelo Dr. Isaías Fretes, e em sua qualidade de coordenadora médica da Unidade de Emergências Médicas Adultos (UEMA) do Hospital Central, as cifras referentes à área de Emergências.
A profissional destacou que atualmente o pessoal médico enfrenta o grande desafio de oferecer um atendimento imediato ante necessidades de caráter imprescindível em alguns casos.
As limitações estruturais, técnicas e até de insumos também representam um desafio, embora, a julgar pelas cifras, a área goze de boa saúde.
O déficit de recursos humanos é notável, embora também o seja a sobrecarga assistencial, já que é um serviço muito requisitado, pelo que necessita fortalecimento a área. O risco operativo também é outro fator a ter em conta, mencionou Da Costa durante sua apresentação ante o Conselho.
Códigos. O código vermelho ou nível um, explicou a Dra. Da Costa, são aqueles pacientes que acorrem ao hospital em caráter de urgência e de atendimento imediato; ou seja, não se lhes pode fazer esperar.
Depois vem o nível laranja ou nível dois, onde o paciente deve ser atendido idealmente dentro de 15 minutos de ter chegado, e o nível amarelo ou nível três, onde o paciente pode esperar até 30 minutos, idealmente. Depois os casos verde e azul onde os pacientes podem esperar duas horas ou mais.
Atualmente, o IPS dispõe de 40 camas em uma unidade para uma média de 70 pacientes com três médicos em plantão e um residente.
É preciso lembrar que o Hospital Central é também um hospital escola, disse Da Costa. Há uma enfermeira para cada seis pacientes. Ou seja, há um déficit de enfermeiras, médicos e camas, referiu a médica.
Esta é a razão pela qual, infelizmente, os pacientes que acorrem às emergências pioram, explicou Da Costa.
Tentamos fazer o melhor, mas a realidade é que costumamos atender até no corredor. Há pessoas que chegam e não sabemos nem se são seguradas ou não. Não temos espaço e temos que honrar nosso juramento. Há vezes em que um único médico abarca três salas, explicou Da Costa.
O aspecto de ser uma unidade dentro de um hospital tão importante e concorrido não é um fato menor.
Somos como um hospital dentro do hospital. Nós somos uma unidade. A nível mundial, a permanência máxima de um paciente é de seis horas. Inclusive, em geral temos encaminhamentos de outros hospitais do IPS, principalmente de Luque, centros privados, Ingavi, etc., mencionou Da Costa.
Cifras. Por outro lado, o Hospital Central atendeu 2.675 pacientes em código amarelo, 3.075 em código verde, 136 em código azul, 300 casos de código laranja e 369 de código vermelho.
Os pacientes que requereram mais ajuda foram aqueles que procuraram por quadros clínicos totalizando 1.718 pacientes apenas no mês de julho passado, seguidos por consultório e quadros respiratórios com 1.220 pacientes e os que requereram cirurgia foram 899.
Da Costa concluiu que a UEMA, apesar de suas carências, continua abarcando a maior quantidade de pacientes possível.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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