El Niño chega ao Paraguai: recomendações para prevenir arboviroses
Condições climáticas e vigilância sanitária
O fenômeno de El Niño já está presente no Paraguai e as projeções meteorológicas indicam que sua incidência sobre as precipitações será mais marcada durante a primavera e início do verão, especialmente entre outubro e dezembro, quando se esperam períodos de chuva mais intensos.
Diante deste cenário, o Ministério da Saúde, por meio da Direção Geral de Vigilância da Saúde, enfatiza a importância de manter as medidas preventivas contra o mosquito Aedes aegypti. A acumulação de água resultante das chuvas pode transformar rapidamente pátios, recipientes e espaços descuidados em novos focos de reprodução do vetor transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Situação epidemiológica atual
A situação epidemiológica mantém-se atualmente sob controle, com baixa circulação do vírus da dengue. As notificações de casos suspeitos permanecem estáveis, com uma média de 148 relatos semanais. Durante as semanas epidemiológicas 30 e 31 registrou-se uma redução de 24% nas notificações, uma tendência favorável que poderia mudar se aumentarem as chuvas e não se reforçarem as tarefas de eliminação de criadouros.
Entre as semanas 30 e 32 foram confirmados três casos de dengue, dois correspondentes a Assunção e um a Caaguazú. Com estes registros, o país acumula 293 casos confirmados de dengue em 2026. Nas últimas três semanas não se registraram internações nem mortes associadas à doença, enquanto o surto focalizado detectado anteriormente em Limpio não apresenta novos casos recentes.
Várias zonas do país mostram um incremento nas notificações: Cordilheira, Paraguarí, Alto Paraná, Canindeyú, Amambay, Ñeembucú, San Pedro, Caaguazú e Caazapá. As autoridades sanitárias mantêm vigilância ante a mudança das condições climáticas.
Quanto a chikungunya, não se reportaram novas confirmações e o acumulado permanece em 19 casos durante 2026, incluídos três contágios adquiridos na Bolívia.
Recomendações para a prevenção
Com a perspectiva de um período chuvoso, a principal barreira contra as arboviroses começa nas residências. Qualquer recipiente capaz de acumular água pode transformar-se em um criadouro do mosquito, pelo que se recomenda eliminar ou cobrir objetos como garrafas, tampinhas, latas e outros envases.
Os tanques, tambores e recipientes destinados a armazenar água devem permanecer adequadamente cobertos. As piscinas requerem tratamento correspondente com cloro, enquanto os bebedouros de animais devem ser esvaziados, limpos e renovados diariamente, já que os ovos do mosquito podem ficar aderidos às paredes dos recipientes.
A eliminação de criadouros no entorno doméstico é fundamental para reduzir a circulação do vetor transmissor dessas doenças.
As medidas de prevenção incluem ainda limpar calhas e ralos, manter o pátio livre de mato, trocar a água de vasos frequentemente e utilizar repelente em horários de maior atividade do mosquito, geralmente ao anoitecer e ao amanhecer.
O Ministério da Saúde continua fortalecendo as atividades de vigilância e comunicação pública para preparar a população ante a mudança das condições climáticas que se aproximam.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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