Edifício incendiado no microcentro não cumpria com adequações, segundo Prefeitura
O ex-edifício de Ahorros Paraguayos que pegou fogo nesta terça-feira estava com adequações pendentes, conforme relatou o diretor de Prevenção contra Incêndios da Prefeitura de Assunção, Ivo Brun, à rádio Monumental 1080 AM.
O funcionário informou que trabalhou com o Corpo de Bombeiros sobre um relatório preliminar referente ao edifício e apontou que de acordo com o estabelecido pela ordenança municipal referente aos controles e às fiscalizações anuais, o prédio incendiado realizou processos de adequação e de intervenção entre 2019 e 2020 com uma inspeção geral, mas ficaram pendentes outros processos de adequação.
"O edifício está em um sistema de condomínio e os que estavam a cargo deviam ter feito as adequações que faltavam", manifestou o diretor, ao mesmo tempo em que comentou que desconhece quem são os responsáveis pelo local.
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O diretor assegurou que desde a Prefeitura notificou-se em tempo e forma, e que assim como este edifício muitos outros estão pendentes de regularização.
Além disso, Brun detalhou que o edifício tem 23 níveis, com três subssolos, dois pavimentos térreos, dois entressalos e outros 16 andares com a cobertura incluída, com uma conexão entre duas torres.
Em relação às adequações pendentes, o diretor apontou que se contemplam os dispositivos contra incêndio como os detectores de fumaça, porque muitos estavam obsoletos, além da substituição das tampas do sistema de mangueiras e das bocas de hidrantes.
Acrescentou que a iluminação nos corredores e nas saídas deve melhorar-se, além de levar-se em conta a sinalética, a placas e a via de evacuação e desimpedimento.
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Destacou que desde a administração do edifício não se responderam as notificações emitidas pela Prefeitura em outubro do ano passado.
"Nós como prefeitura, como atuação municipal, cumprimos na notificação e nas exigências, chegamos com os prazos administrativos, esgotamos as instâncias administrativas e muitas vezes os proprietários também fazem caso omisso", reprochiu o diretor.
Igualmente, mencionou que após transcorridos os tempos administrativos, após as notificações, o caso passa à área jurídica e depois a intervenção para o conseguinte encerramento e cessação de funções no local.
"A Diretoria de Obras Particulares deve encerrar imediatamente o funcionamento desse edifício, assim como muitos outros", acrescentou o diretor de Prevenção contra Incêndios da Prefeitura de Assunção.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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