Economista afirma que aumento de salário mínimo "não é suficiente" para recuperar poder de compra
O aumento do salário mínimo de 5% decretado pelo presidente da República, Santiago Peña, não influenciará muito no incremento de preços e no emprego formal, segundo análise do economista Rodrigo Ibarrola, pesquisador associado do Centro de Análise e Difusão da Economia Paraguaia (Cadep).
Em comunicação com a rádio Monumental 1080 AM, apontou que o mandatário ficou em um ponto médio entre as pretensões do setor empresarial e dos trabalhadores, classificando o aumento como insuficiente.
"O incremento, acredito que é insuficiente para recuperar o poder de compra dos assalariados, que vêm tendo uma estagnação em seu poder de compra há muito tempo", explicou.
Em uma entrevista com Última Hora, Ibarrola já havia advertido que a economia nacional registra uma expansão significativa e sustentada, além de maior produtividade, mas isso não se traduz em melhorias para todos os cidadãos.
Nesse sentido, questionou que o poder de compra dos assalariados não esteja crescendo ao menos parcialmente, à medida que aumentam ambos os indicadores.
"A produtividade laboral, neste caso, é a renda que gera cada trabalhador por hora de trabalho. O aumento dessa variável, em conjunto com o capital e tecnologia, é o que faz com que o produto interno bruto (PIB) real cresça ano a ano. Atualmente, vemos que o PIB cresce, assim como também a produtividade laboral, mas o poder de compra dos salários permanece inalterado", alertou.
O decreto assinado pelo presidente Peña estabelece o salário mínimo legal vigente para atividades diversas não especificadas, a partir de 1º de julho de 2026, na quantia de guaranis três milhões e quarenta e quatro mil (G. 3.044.000), e o jornal mínimo na quantia de guaranis cento e dezessete mil e setenta e sete (G. 117.077).
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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