É uma vergonha que o bloco não consiga uma divisão justa de cotas
O Paraguai qualificou ontem de "vergonha" que os países do Mercosul continuem sem alcançar um acordo sobre a distribuição das cotas de exportação para a UE contempladas no tratado comercial do bloco com os Vinte e Sete. "É uma vergonha que o Mercosul não possa alcançar um acordo justo, equitativo e razoável, e nisso estamos empenhados", afirmou o ministro de Relações Exteriores, Rubén Ramírez, durante um foro de avaliação do acordo histórico. No encontro também participaram o ministro da Indústria e Comércio, Marco Riquelme, e a embaixadora da UE em Assunção, Katja Afheldt.
O chanceler reagiu assim às dificuldades que o Paraguai enfrenta com Argentina, Brasil e Uruguai para garantir uma cota de 25% em todos os rubros exportáveis para o mercado europeu. "Estamos justamente em uma posição que não é caprichosa nem reivindicativa, ou histórica, mas que simplesmente estamos pedindo o que nos corresponde e o que nos pertence", insistiu.
Acrescentou que o país não exige "uma esmola" nem um trato especial ou diferenciado. "Estamos pedindo exatamente o que nos corresponde como partes iguais, como sócios que somos desde a fundação do Mercosul", ressaltou.
O Paraguai mantém seu reclamo de uma distribuição equitativa das cotas, uma questão sensível dentro do bloco. Sócios de maior tamanho econômico, como Argentina e Brasil, demandam cotas superiores em função do peso de suas economias.
No início de setembro, o Uruguai reconheceu a existência de uma "diferença importante" com o Paraguai sobre este ponto. Em junho, o chanceler paraguaio ilustrou as assimetrias com um exemplo concreto: a proposta dos sócios de atribuir ao Paraguai entre 300 e 600 toneladas de carne fresca, quando a cota global outorgada pela UE ao Mercosul supera as 6.000 toneladas.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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