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Paraguai

"É uma situação de emergência, há que salvar o gado": fortes inundações em Misiones

24/10/2026 15:00 3 min lectura 22 visualizações

A situação climática no departamento de Misiones se agravou consideravelmente como consequência das intensas chuvas e do transbordamento de cursos hídricos, que mantêm inundada uma importante superfície ganadera. O cenário obrigou os produtores a modificar suas prioridades em plena temporada de serviços, deixando em segundo plano os objetivos reprodutivos para concentrar os esforços em proteger as vacas, salvar os bezerros recém-nascidos e evitar mortandades.

Alberto Ferreira, presidente da Regional Misiones da Associação Rural do Paraguai (ARP), advertiu em entrevista com Valor Agregado que o departamento atravessa uma situação crítica, especialmente nos campos baixos, onde se desenvolve a maior parte da atividade de cria. "Hoje estamos em um estado de emergência", afirmou Ferreira, ao descrever as dificuldades que enfrentam os estabelecimentos ganaderos pelo excesso de água acumulada durante as últimas semanas.

O dirigente explicou que, embora o inverno e o início da primavera tivessem sido acompanhados de importantes precipitações, até pouco tempo a situação era manejável. Os níveis relativamente baixos dos rios permitiam que os excedentes de água se retirassem dos campos em um prazo de 48 a 72 horas. Porém, as novas chuvas e a cheia dos cauces modificaram completamente o panorama.

Atualmente, uma importante extensão dos campos baixos permanece inundada, enquanto a cheia do rio Paraná afeta as zonas ribeirinhas e o transbordamento do rio Tejuco agrava as dificuldades produtivas.

Ferreira sinalizou que os campos altos apresentam melhores condições, embora representem uma proporção menor da superfície departamental e estejam destinados majoritariamente à agricultura. Em contrapartida, as zonas baixas, onde se concentra a produção de bezerros, são as mais comprometidas.

A emergência desloca os objetivos reprodutivos

Um dos principais impactos desta situação se apresenta na temporada de serviços de primavera, que começou durante os primeiros dias de outubro e que encontrava os produtores com expectativas favoráveis para melhorar os índices reprodutivos.

Porém, as inundações obrigaram a modificar os planos de manejo e concentrar os recursos disponíveis em proteger o rebanho. "Com esta quantidade de água que hoje temos nos campos, não podemos quase falar de serviços. Temos que salvar o gado, salvar a parição, sobre tudo o que resta da parição", expressou Ferreira.

Nesse sentido, explicou que a prioridade imediata é encontrar lugares seguros para os animais, especialmente para as vacas que estão parindo e os bezerros recém-nascidos, considerados entre os mais vulneráveis frente a estas condições. "Fazia quinze dias estávamos organizando os serviços, a recria estava relativamente bem. Hoje isso passou a segundo plano. Há que cuidar da vaca", enfatizou.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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