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Paraguai

Doze anos de luta: José Ayala e Sofía Gómez Abreu conseguem oficializar a adoção de sua filha Sol Judith

21/10/2026 17:15 3 min lectura 25 visualizações

Uma família forjada com determinação

Após doze anos de espera, o condutor e humorista paraguaio José Ayala e sua esposa, Sofía Gómez Abreu, conseguiram finalmente oficializar o sobrenome de sua filha, Sol Judith. Em seu depoimento, relatam como decidiram desafiar as limitações de uma legislação que consideravam injusta, para que a menina tivesse acesso a seu direito de ter uma família. Hoje celebram uma mudança radical no sistema de adoções no Paraguai.

A história da família Ayala-Gómez começou há mais de uma década, em um cenário legal completamente diferente do que atualmente oferece o Estado paraguaio, onde o processo de adoção não gerava expectativas para que os casais formassem uma família nem oferecia oportunidades às crianças de acessar um lar onde receber o amor que merecem.

Em entrevista, José Ayala explicou que desde o momento em que tomaram a decisão de que a menina seria legalmente sua filha, apesar das dificuldades que existiam naquela época, não cessaram seus esforços para conseguir formar aquela família tão esperada e hoje podem afirmar com orgulho que Sol Judith leva seus sobrenomes.

Desafiando o sistema

"Nós fomos contra o sistema há 12 anos, porque nos parecia muito injusto que os guardiões não pudessem pedir a adoção da criança sob seu cuidado. Dissemos: se essa lei não vai mudar, então vamos ir contra o sistema e Sol ainda assim vai ser nossa filha", expressou Ayala.

Uma década atrás, o casal considerava a norma que regia o sistema de adoções como injusta e destituída de humanidade. Por isso, tomou a corajosa decisão de prosseguir com o processo independentemente do custo e do tempo que levaria para conquistar seu sonho. "Fomos pelo caminho difícil, mas valeu a pena. Hoje as famílias de guarda podem acessar a adoção da criança", expressou.

Prioridade no vínculo afetivo

Durante 12 anos, a família manteve a prioridade no vínculo afetivo e na criação da pequena Sol Judith, superando as barreiras burocráticas do sistema. A assinatura final e o otorgamento oficial do sobrenome Ayala Gómez coincidiram de forma simbólica com o decreto do Poder Executivo, que declara o 8 de outubro como o Dia da Adoção e da Guarda no Paraguai.

Bem-estar integral como eixo fundamental

José apontou que o pilar fundamental para sustentar esse processo é o bem-estar socioemocional e fez um apelo sobre a necessidade de contar com assistência psicológica contínua, tanto para as crianças quanto para os futuros pais. Especialmente para que o acompanhamento seja transparente com os filhos desde a infância.

"É preciso ajuda psicológica para a criança e para os pais, para prepará-los e contar-lhes sua história. O mais importante é que a criança conheça sua origem, de onde vem, o que aconteceu e que nós a adotamos. Isso deve ser desde o mais cedo possível", garantiu.

A história de Sol Judith, que hoje leva com orgulho o sobrenome familiar Ayala Gómez, deixa uma mensagem de que a adoção deve sempre priorizar o bem-estar superior da criança, considerando tanto os aspectos legais quanto o acompanhamento emocional integral de toda a família.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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