Doutora sindicalista com zero pacientes recebe G. 25 milhões entre Saúde e IPS
- Rossana Escobar M.
- rossana.escobar@nacionmedia.com
Conforme afirmado pelo próprio diretor do hospital onde a doutora sindicalista Rosanna González recebe salário como gineco-obstetra, ela faz aproximadamente 7 anos que não realiza uma única consulta; ou seja, não atende uma única grávida nem recebe um único bebê, que é a função que corresponde à sua especialidade. Exerce tarefas administrativas nos dias sexta-feira, cujo nome técnico é Saúde Ocupacional que, na prática, basicamente consiste em tramitar repouso médico.
A pressão pelo aumento exponencial de cada salário conhecido como "vínculos" pelo Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed) colocou sob escrutínio a principal referente do sindicato, Rosanna González, devido ao substancioso ingresso que percebe, à carga horária privilegiada e ao não exercício da função da especialidade que consta na folha salarial.
As redes sociais explodiram no fim de semana pela viralização da baixa produtividade no consultório da doutora e geraram todo tipo de especulações. Nosso jornal conversou com o doutor Vicente Acuña, diretor do Hospital San Pablo onde González consta como médica gineco-obstetra e ele mesmo confirmou que a sindicalista na realidade executa funções administrativas na área de Recursos Humanos, especificamente é responsável por Saúde Ocupacional.
Enquanto nas folhas salariais do Ministério da Saúde, González aparece com uma função real de médica gineco-obstetra e 3 salários denominados tecnicamente como "vínculos" unificados com a matriz salarial que lhe rendem um ingresso mensal de G. 13.300.000, na prática, a sindicalista se dedica a tramitar repouso. Além disso, percebe G. 12.057.430 no Instituto de Previsão Social (IPS) por trabalhos em medicina do trabalho, somando ambos G. 25.357.430 de ingressos ao mês.
A médica, que exige um super orçamento para salário ao Estado alegando o sacrifício da profissão e a responsabilidade de cuidar de vidas, resultou ter zero pacientes no hospital onde está designada.
Conforme afirmado pelo diretor do nosocômio, González "é a responsável por Saúde Ocupacional, está na parte de Recursos Humanos, que tem que velar por tudo o que se refere ao laboral".
Segundo o portal do ministério, González trabalha às sextas-feiras de 7:00 a 19:00 pelo salário de G. 13.300.000. Consultado sobre as tarefas que realiza a sindicalista, Acuña disse que gerencia os repouso quando os companheiros têm problemas de saúde, etc., e que "ela tem uma especialidade em Saúde Ocupacional".
O diretor também confirmou que desde aproximadamente 7 anos González não atende uma única grávida nem recebe um único bebê, que é parte das funções que pertencem à sua especialidade.
Consultado sobre quem solicitou o cargo administrativo para González, Acuña respondeu: "o hospital pediu".
Enquanto os protestos do pessoal de jaleco branco manifestam miséria devido aos baixos salários que percebem, pode-se ver uma importante defasagem salarial com respeito ao que percebe a principal referente do sindicato que mobiliza o setor.
Segundo os registros, González tem suculentos salários e bonificações tanto no Ministério da Saúde quanto no IPS por uma carga horária de 12 horas semanais em ambas as instituições.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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