Docente figura como empregada de empresa pecuária
Investigadora da UNA aparece em registros do IPS vinculada a suposta ganadera de mulher que denuncia irregularidade
Antonia María Sitjar Arias, docente investigadora da Universidade Nacional de Asunción (UNA), figura como empregada da suposta empresa pecuária atribuída a Lucía Ninfa Franco de Gómez, a jubilada e ex-funcionária do Instituto de Previsão Social (IPS), que denunciou ter uma dívida de quase G. 290 milhões por aportes obrero-patronais, que assegura nunca ter gerado.
Ao conhecer seu aparecimento nos registros, Sitjar foi categórica ao rejeitar qualquer relação com a empresa.
"Eu não tive outro empregador", afirmou. Depois precisou que trabalha na UNA há mais de três décadas:
"Estou na UNA desde 1990. A Universidade foi meu único empregador", reiterou.
A docente explicou que atualmente se desempenha como investigadora e que seus aportes continuam sendo descontados.
"Como empregada da UNA me é descontado pelo seguro de saúde, porque eu me aposento por outra caixa", apontou.
Porém, os registros a vinculam a uma patronal em mora, uma situação que poderia gerar inconvenientes ao momento de consultar sua situação perante a previsional ou acessar serviços de saúde aos quais tem direito como segurada.
A acadêmica manifestou que não utiliza o IPS, portanto não teria se deparado com a situação de não contar com o serviço.
Sitjar não ocultou sua surpresa ao se inteirar de que aparece como trabalhadora de uma empresa pecuária que afirma não conhecer.
"Que bárbaro este país, é um desastre", disse ao ser consultada sobre o caso.
ASSOCIADA A EMPRESA INEXISTENTE
O número de cédula e seus dados completos figuram no relatório que o IPS forneceu a Lucía Ninfa Franco de Gómez, que denuncia esta irregularidade perante a previsional.
A docente seria a única beneficiária ativa associada a esta suposta empresa pecuária, da funcionária jubilada Franco de Gómez.
Conforme os registros oficiais do IPS, Sitjar Arias é funcionária de Franco de Gómez desde abril de 2020. Sua entrada se consigna especificamente em 1º de abril e seu ingresso formal ao IPS desde 17 de abril. Na lista aparecem outras quatro pessoas que se encontram em estado inativo. Estes empregados supostamente ingressaram em 1999 e saíram de seus postos de trabalho em 2000 e 2016. Suspeçosamente, todas estas pessoas são de idade avançada. Por esta lista de pessoas, a suposta empregadora soma mais de sete mil dias de mora.
O CASO
A docente é uma das pessoas que aparecem como empregadas de Lucía Ninfa Franco de Gómez, que descobriu a milionária dívida quando tentou gerir um empréstimo da Caixa de Aposentadorias do IPS.
Franco sustenta que nunca foi proprietária de uma empresa pecuária e que tampouco autorizou operações que hoje a fazem figurar como devedora por quase G. 290 milhões.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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