Diretora do FMI visitará Argentina no fim do mês
Kristalina Georgieva estará no país para reforçar apoio às medidas de ajuste econômico do governo
Visita de alto nível do FMI à Argentina
A diretora do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, visitará Argentina no fim do mês no marco do respaldo do organismo às medidas de ajuste do governo, conforme anunciou nesta quarta-feira o executivo argentino.
O ministro da Economia, Luis "Toto" Caputo, destacou na rede X que a visita ocorre no contexto da excelente relação e do diálogo construtivo deste governo com o organismo, no marco do exitoso programa econômico em curso.
Perspectivas econômicas do organismo internacional
O anúncio coincide com a publicação das novas perspectivas econômicas do FMI, que mantém sua previsão de crescimento para Argentina em 3,5% em 2026.
O país iniciou um processo de desinflação e esse processo "deveria continuar gradualmente", conforme apontou Petya Koeva Brooks, vice-diretora do departamento de Pesquisas do FMI, em declarações feitas de Washington. O organismo projeta uma inflação de 25% para o final do ano.
Acordo vigente com o FMI
Argentina assinou em 2025 um Acordo de Facilidades Extendidas com o FMI a quatro anos por 20 bilhões de dólares. O governo confirmou contar com fundos suficientes para fazer frente aos pagamentos de dívida programados para 2026.
Medidas econômicas implementadas
Desde que assumiu o comando em dezembro de 2023, o governo aplicou um plano de austeridade que pôs fim ao déficit fiscal crônico da Argentina e conseguiu reduzir uma inflação que chegava a três dígitos para 33% ao ano em maio.
O ajuste implicou cortes significativos do gasto público, o encerramento de organismos estatais, além de despedimentos e uma redução no poder aquisitivo de salários e aposentadorias.
Desempenho da economia argentina
A economia argentina cresceu 0,7% no primeiro trimestre, impulsionada pelas exportações primárias e pela intermediação financeira. Porém, o desempenho econômico apresenta um panorama misto: enquanto esses setores registram expansão, a indústria e o comércio experimentam contração.
O nível de inadimplência das famílias com os bancos atinge o mais alto das últimas duas décadas, de acordo com relatórios do Banco Central. O desemprego se situou em 7,8% e a informalidade laboral em 44% durante o primeiro trimestre de 2026.
Posição da Argentina no FMI
Argentina é o principal devedor do Fundo Monetário Internacional, condição que assumiu após receber em 2018 o maior empréstimo da história do organismo sob a administração do então presidente Mauricio Macri.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.