Diretor do Abasto culpa permissionários pela sujeira e prevê 'embelezar' o acesso ao Mercado
Em abril deste ano, a Associação de Importadores e Comerciantes Frutihortícola (Asicofru), presidida por Karen Leguizamón, apresentou uma nota ao intendente Luis Bello, apontando para supostas denúncias de irregularidades na gestão administrativa do Mercado de Abasto.
O sindicato comunicou a existência de reclamações por parte de permissionários e comerciantes que apontam para supostas multas e pedidos de propina sob ameaça de despejos indevidos, entre outras irregularidades.
No dia 29 de abril, a Junta Municipal de Assunção aprovou formalmente um pedido de intervenção tanto do Mercado de Abasto quanto da Estação de Ônibus de Assunção (EBA).
Posteriormente, em 25 de maio, o intendente Luis Bello designou o advogado Ricardo Téllez como novo diretor do local, em substituição ao anterior diretor, Carlos García.
Consultado sobre os casos irregulares mencionados pela Asicofru, o diretor do Abasto respondeu: "Eu preciso de fatos concretos, denúncias concretas". Assegurou que desde que assumiu a administração, não há mais registros de casos relacionados aos reclamos mencionados.
Indicou, porém, que há antecedentes de situações que foram encaminhados para tratamento à Direção de Assessoria Jurídica da Municipalidade.
Com respeito à intervenção solicitada pela Junta Municipal, o diretor respondeu que "a pessoal da Controladoria veio fazer cortes administrativos" e "levar documentos".
"Quando assumi aqui, eles levaram relatórios. Depois, há pouco, vieram novamente. Está controlando a pessoal da Controladoria", respondeu.
Diante de reclamações de vendedores que asseguram ser "sufocados" com multas aplicadas por funcionários municipais, o diretor respondeu: "O único que nós queremos aqui é que se cumpra a ordenança. Só isso eu peço".
Explicou neste sentido que sob sua administração instiga-se aos permissionários a melhorarem seus locais, mas respeitando os pedidos e as normas.
"Pela ordenança tributária isto tem um montante de pagamento, e eles têm que pagar isso. Se a pessoa te pede permissão para melhorias de iluminação, de pintura, tem que ser por isto", expôs o diretor. "Se eu me excedo, vou estar descumprindo a ordenança", acrescentou.
Ofereceu ainda uma breve explicação sobre a maneira de operar que têm os funcionários municipais. Em primeiro lugar, segundo indicou, os funcionários de Serviços Gerais fazem o controle ante o pedido do permissionário, solicitam-se o desenho e a permissão, e a aprovação final fica a cargo da administração, agora sob seu comando.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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