Direção de Meteorologia confirma conexão do fenômeno El Niño com a atmosfera regional
Mudanças climáticas evidenciam presença do fenômeno
Nesta quinta-feira, a Direção de Meteorologia e Hidrologia (DMH) comunicou que as mudanças climáticas registradas no território nacional, incluindo variações nos ventos, padrões de chuva e queda moderada de temperatura, indicam que o fenômeno El Niño já está estabelecendo conexão com a atmosfera da região.
De acordo com Eduardo Mingo, diretor da DMH, as condições climáticas que se desenvolvem em nível nacional, como as precipitações, fortes rajadas de ventos e a chegada de uma frente fria, evidenciam que o fenômeno conhecido como El Niño já se encontra presente no oceano Pacífico e está em processo de conexão com nossa atmosfera.
Processo de teleconexão em desenvolvimento
"Já podemos falar da presença do indicador no qual se o estuda primeiro, que é no oceano Pacífico com certas condições dadas e então El Niño está presente. O próximo passo é que ele compartilha essa energia com a atmosfera e a teleconexão indica sua presença aqui em nosso território", explicou Mingo em comunicação com a 1080 AM.
O diretor apontou que um dos indicadores de que El Niño está próximo é a chegada de uma frente fria que, porém, não gerou quedas pronunciadas de temperatura, mantendo-se em patamares entre 14 e 15 graus, o que constitui uma frente mais fresca. Adicionalmente, foram registradas tempestades de ventos reportadas na semana anterior.
Temperaturas superiores ao esperado
"Já não temos as temperaturas mínimas de 1 ou 2 graus como fazia poucas semanas e isso seria um primeiro indicador do processo de teleconexão", expressou Mingo. Acrescentou que as tempestades de vento registradas constituem outro indicador relevante do processo climático em desenvolvimento.
Mingo esclareceu que os eventos de tempestade registrados ainda não podem ser atribuídos à tempestade de Santa Rosa, fenômeno que tipicamente ocorre mais de um mês depois. "Nos últimos eventos como tempestades de vento norte, isso não é de julho, costuma ser de agosto, e isso indica que tudo está alterado que é parte do processo do fenômeno El Niño", precisou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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