Diferenças no tratamento do balanço financeiro municipal de Assunção
Parecer devolvido à comissão
O parecer que solicita à Intendência de Assunção remeter à Contraloría General de la República (CGR) as documentações financeiras do primeiro quadrimestre de 2026 foi devolvido à Comissão de Hacienda durante a sessão de quarta-feira. O tratamento deste assunto havia sido programado para 1º de julho anterior, mas foi diferido sem maiores explicações.
O concejal Miguel Sosa, na qualidade de presidente da Comissão de Hacienda, solicitou a devolução do parecer argumentando que "falta um articulado" que deve ser incluído. Sosa precisou que o objetivo do pedido é "analisar melhor" as documentações e esclareceu que não se opõe ao conteúdo do parecer.
"Por pedido de minha bancada e avaliar melhor o parecer, é a solicitação. Analisar e depois de volta na próxima sessão vamos a dar entrada", manifestou Sosa na sessão.
Conteúdo do parecer original
O parecer da Comissão de Hacienda e Presupuesto toma nota do conteúdo do informe financeiro da administração de Luis Bello, que inclui a execução orçamentária, o balanço geral e outras documentações correspondentes ao período do primeiro quadrimestre de 2026.
O artigo 2 do parecer solicita remeter os documentos à Contraloría "a fim de que realize o estudo e análise das documentações relacionadas à execução orçamentária" de janeiro a abril do ano em curso.
Perspectivas dos concejais
O vereador Humberto Blasco (PLRA) expressou sua preocupação sobre o procedimento, indicando que a solicitação de devolução à comissão obedeceria a uma "ordem superior". Segundo Blasco, o parecer "vai dormir o sono dos justos. Nunca mais vai sair", sugerindo que o trâmite se estancará na comissão.
Por sua vez, o concejal Álvaro Grau (PPQ) interpretou a solicitação de devolução como uma resposta à resistência gerada pela proposta de maior controle. Grau enfatizou a importância de "lutar por maior transparência na execução do dinheiro público, e para isso, obviamente que quanto mais controle, melhor".
Grau recordou que a falta de transparência no manejo de finanças municipais foi motivo de tensões anteriores na administração municipal. Questionou a conveniência de esperar até fim de ano para remeter os documentos à Contraloría, perguntando: "Se há algo que corrigir, ou se há algo que esteja sendo feito mal, por que há que esperar que termine o ano e que o prejuízo seja maior?"
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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