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Polícia

Detêm filho do fundador da Mango acusado de homicídio após morte do pai em queda na montanha

Jonathan Andic foi preso pela polícia catalã investigando a morte de Isak Andic, que caiu de um precipício durante trilha em Montserrat em dezembro de 2024

19/05/2026 13:45 4 min lectura 11 visualizações
Detienen por homicidio al hijo del fundador de Mango, que murió al caer por una montaña cuando ambos hacían senderismo

O caso parece saído de um roteiro televisivo: um império internacional da moda, um fundador que se fez sozinho, uma relação aparentemente conflituosa com seu filho e um trágico acidente na montanha.

A morte de Isak Andic, fundador da cadeia internacional de moda Mango, ao despencar por uma montanha em Barcelona em dezembro de 2024, esteve cercada de incógnitas desde o princípio.

A detenção nesta terça-feira de seu filho primogênito, Jonathan Andic, acusado pelo Ministério Público de um delito de homicídio pela morte de seu pai, dá um novo rumo ao caso.

Após mais de um ano de investigações, os Mossos d'Esquadra (a polícia catalã) detiveram o filho, o único que acompanhava Isak Andic na madrugada fatídica em que caiu por um precipício de mais de 100 metros na montanha de Montserrat.

A juíza que investiga o caso decretou prisão provisória para Andic, evitável sob fiança de US$ 1,16 milhão. Após pagar a quantia, o filho do empresário ficou em liberdade, embora tenha tido o passaporte retido, lhe tenha sido proibido sair da Espanha e tenha que comparecer semanalmente ao tribunal.

A família sinalizou que a colaboração de Jonathan Andic "foi e será máxima", e se mostrou convencida de sua inocência. As diligências do caso permanecem sob sigilo processual.

Jonathan Andic, nascido em 1981, é o maior dos três filhos do empresário. Chegou a dirigir a multinacional de 2014 a 2018, até que seu pai o substituiu após a empresa sofrer perdas milionárias.

Desde então, o agora detido era vice-presidente da empresa e dirigia a Mango Man, a linha de moda masculina da companhia.

A exclusão do filho primogênito da cúpula da empresa teria despertado certo ressentimento em relação a seu pai, segundo afirmam fontes próximas a meios espanhóis como El País.

Após a morte de Isak Andic, essa suposta má relação entre pai e filho foi objeto de especulação na imprensa, embora a família tenha negado que houvesse um confronto entre ambos.

Contudo, as contradições nas duas declarações que Jonathan Andic apresentou como testemunha sobre, por exemplo, onde se encontrava quando seu pai se precipitou no vazio, onde estacionou seu veículo ou se havia tirado fotos da excursão ou não, fizeram a polícia desconfiar, levando-a a querer aprofundar a investigação sobre a relação entre pai e filho.

Essas suspeitas cresceram após a declaração em juízo de quem foi a companheira de Isak Andic durante os últimos seis anos de sua vida, a golfista Estefanía Knuth.

Ela garantiu que pai e filho tinham "fortes disputas", especialmente desde que o fundador da Mango afastou seu filho da direção da empresa.

Essas declarações e os desacordos sobre a herança de Andic, considerado pela revista de negócios Forbes como a quinta maior fortuna da Espanha, colocaram a companheira em confronto com Jonathan e suas irmãs, Judith e Sarah.

Isak Andic era o homem mais rico da Catalunha. Com uma fortuna líquida estimada em US$ 4.500 milhões, a história do fundador da Mango era o mesmo retrato do empreendedor de sucesso que se fez sozinho.

Nascido em Istambul, Turquia, em 1953, no seio de uma família judia sefardita, Andic emigrou para a Espanha com sua família aos 14 anos.

Sua carreira no mundo da moda começou nos mercadilhos de Barcelona, vendendo camisas bordadas que trazia da Turquia. Seu faro para os negócios deu seus frutos e dali passou a abrir sua primeira loja.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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