Descobrem o maior cemitério de baleias do mundo no oceano Índico
Um descobrimento científico de magnitude histórica
Cientistas chineses realizaram um achado sem precedentes ao descobrir o maior cemitério de baleias do mundo. Distribuídos ao longo de um corredor de 1.200 quilômetros a oeste da Austrália, na zona do oceano Índico conhecida como Diamantina, os restos de cetáceos constituem um ecossistema completo que abriga organismos muitos dos quais seriam desconhecidos para a ciência.
Características do achado
Os cientistas acreditam que tantas baleias morreram nesta zona porque representa uma importante área de alimentação, além de ser uma fossa em forma de V que canaliza naturalmente os cadáveres para as profundidades marinhas. Este fenômeno, conhecido como "queda de baleias", ocorre quando os corpos destes cetáceos se afundam no fundo oceânico e alimentam a fauna das águas profundas.
Xiaotong Peng, principal autor do estudo da Academia Chinesa de Ciências, expressou seu espanto ante a magnitude do achado:
"Descobrir uma necrópole de tal magnitude foi totalmente inesperado: a amplitude da distribuição, a profundidade e a gama de idades superaram tudo o que tínhamos imaginado"
Metodologia de investigação
Em 2023, os pesquisadores chineses realizaram 32 imersões a bordo do submersível "Fendouzhe" na zona de Diamantina. Durante estas expedições, acessaram o local por meio de pequenos submersíveis que permitiram documentar e estudar em detalhes os restos e os ecossistemas associados.
Biodiversidade descoberta
Ao redor dos esqueletos de baleias foram observados medusas, ofiúros (organismos aparentados com as estrelas-do-mar), vermes comedores de ossos e moluscos bivalves. Estes organismos conformam ecossistemas florescentes que oferecem uma perspectiva completamente distinta do entorno marinho profundo.
A maioria dos 485 fósseis de cetáceos registrados pertencem à família das baleias de bico, entre elas uma espécie até então desconhecida e atualmente desaparecida.
Escala do descobrimento
O paleontólogo estadunidense Stephen Godfrey classificou este achado como "um descobrimento realmente único", comparando-o com a primeira detecção em 1977 de fontes hidrotermais repletas de vida no fundo dos oceanos.
Os fósseis mais antigos, assim como numerosos crânios mais recentes, demonstram que as "quedas de baleias" se acumularam neste local de maneira ininterrupta durante pelo menos cinco milhões de anos.
Extrapolando a partir do número de fósseis encontrados, os autores do estudo estimam que mais de 10 milhões de esqueletos poderiam jazer no fundo do oceano na zona de Diamantina, o que sublinha a magnitude sem precedentes deste cemitério marinho.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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