Desbaratam rede que prostituía jovens paraguaias no Peru
Segundo detalhes divulgados pelo Ministério Público do Distrito Fiscal de Arequipa, no Peru, um allanamento simultâneo em três imóveis resultou no resgate de uma jovem paraguaia que presumivelmente foi transportada sob engano e posteriormente obrigada a se prostituir.
O allanamento resultou no resgate da vítima e na detenção de duas mulheres, além da apreensão de 32 celulares e 18 mil soles, aproximadamente G. 32 milhões, além de equipamentos de vigilância por vídeo e outros objetos.
O comunicado aponta que a Promotoria Provincial Especializada em Delitos de Tráfico de Pessoas de Arequipa trabalhou em coordenação com o Ministério Público paraguaio por intermédio de uma Rede Iberoamericana de Promotores Especializados em Tráfico de Pessoas e Tráfico Ilícito de Migrantes – Redtram, juntamente com pessoal policial especializado, como parte de uma investigação sobre o presumido delito de exploração sexual.
O promotor responsável pelo caso, Jonathan Mollo Huanca, obteve a autorização judicial que permitiu o allanamento, entrada, revista e apreensão de bens de três imóveis localizados em Arequipa onde foi identificada a presença de pessoas de nacionalidade paraguaia exercendo a prostituição.
Durante um dos allanamentos conseguiu-se resgatar uma jovem paraguaia de 18 anos, que no dia 16 de setembro, por intermédio de sua mãe, denunciou à Promotoria paraguaia que a teriam transportado sob enganos até Arequipa com a promessa de trabalhar em um salão de beleza, contudo, a obrigaram a se prostituir.
Após a denúncia, foram executadas ações policiais de inteligência que permitiram identificar o imóvel onde se encontrava a jovem paraguaia para posteriormente realizar o allanamento que culminou com seu resgate e com a detenção de Yisel Jasmin C. C., de 28 anos, também de nacionalidade paraguaia, apontada como responsável por sua exploração sexual.
Em outro allanamento conseguiu-se identificar outras quatro paraguaias e foi detida uma mulher peruana identificada como Abigail Guisela A. s., de 36 anos, que seria apontada como responsável por favorecer a prostituição das mulheres.
No terceiro allanamento foram identificadas outras seis paraguaias, que também estavam sob o poder da mesma mulher.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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