Denunciam perante o Trabalho que IPS viola as leis laborais
Sindicato apresenta denúncia de situação crítica e insostenível para trabalhadores da previdenciária
O Sindicato Auténtico de Defensa del IPS (Sinadips) denunciou ao Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (MTESS) uma "situação crítica e insostenível" para os trabalhadores da previdenciária, pelos quais solicitaram a intervenção da pasta laboral ante presumidas vulnerações sistemáticas de direitos.
Na nota apresentada pelo sindicato, a organização sustenta que "as autoridades da previdenciária violam de maneira sistemática as leis, tais como a Lei de Enfermagem, a Lei 7445 da Carreira Civil e Função Pública, assim como o contrato coletivo de trabalho".
Entre as principais denúncias, Sinadips aponta que 4.300 enfermeiras e enfermeiros contratados, além de transportadores e fornecedores, percebem remunerações inferiores ao salário mínimo.
Igualmente, assegura que 3.300 enfermeiras permanentes, juntamente com milhares de médicos e outros profissionais da saúde, acumulam 15 anos sem reajuste salarial.
O sindicato também afirma que aproximadamente 11.000 trabalhadores da saúde encontram-se em condições laborais precárias e discriminatórias.
Segundo a nota, o plano de desprecarização anunciado alcançará apenas 900 contratados nos próximos dois anos, dos quais 215 correspondem à área de enfermagem, o que considera insuficiente diante dos 4.300 trabalhadores contratados do setor.
A organização denuncia também que o pessoal de Enfermagem realiza suas pausas laborais "em condições precárias e insalubres, com sanitários em péssimo estado", e adverte sobre problemas de infraestrutura que afetam o bem-estar dos trabalhadores.
Outro dos pontos expostos faz referência ao suposto acoso laboral e a violência contra as trabalhadoras.
O sindicato sustenta que essas situações se manifestam mediante "transferências arbitrárias, maltrato verbal, mudanças de turnos, horários e discriminação".
Sinadips acrescenta que a escassez de pessoal agrava-se por renúncias em massa atribuídas às condições laborais e gera uma maior pressão sobre os funcionários em serviço.
"Os chefes exigem e pressionam os trabalhadores para cobrir os serviços", afirma a nota.
"Esta situação de deterioro agressivo das condições de trabalho no IPS exige a intervenção plena do Ministério do Trabalho", expressa o documento.
Enquanto o sindicato fez suas denúncias, o IPS e o Ministério do Trabalho informaram sobre uma reunião de coordenação para fortalecer as fiscalizações, melhorar os mecanismos de controle e garantir o cumprimento dos direitos laborais, especialmente dos trabalhadores que prestam serviços por meio de empresas terceirizadas.
Ambas as instituições acordaram reforçar os controles sobre as empresas de limpeza contratadas pelo IPS, após denúncias por descontos indevidos de salários e outras presumidas irregularidades.
Também analisaram incorporar maiores exigências nos processos licitatórios para assegurar o cumprimento do salário mínimo, o pagamento de horas extras, trabalho noturno, feriados e demais benefícios previstos na legislação.
O presidente do IPS, Isaías Fretes, afirmou que o objetivo é "fortalecer esse regime de trabalho de fiscalizações e trabalhar em conjunto com o Ministério do Trabalho", apoiando a criação de um Registro Único de Infratores.
Por sua vez, a ministra do Trabalho, Mónica Recalde, indicou que ambas as instituições continuarão com as investigações e as inspeções conjuntas para melhorar o controle e o serviço.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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