Defensor do Povo exige transparência e garantias para proteger poupanças e fundos do IPS em caso de ueno bank
Defensor do Povo demanda ações imediatas
Ante a situação do ueno bank, o Defensor do Povo exige transparência, responsabilidades e garantias concretas para proteger os ahorros da cidadania e os fundos previdenciários. A Defensoria adverte que a incerteza sobre o dinheiro de milhares de famílias não pode ficar sem resposta.
Rafael Luis Ávila Macke expressou sua profunda preocupação ante a crise financeira do ueno bank e considera inadmissível que milhares de cidadãos enfrentem incerteza sobre seus ahorros, salários e recursos destinados à sua subsistência. A situação adquire especial gravidade ante os fundos do Instituto de Previsão Social (IPS), comprometidos na entidade bancária, recursos que pertencem aos trabalhadores e aposentados paraguaios e cuja proteção deve ser uma prioridade absoluta do Estado.
Proteção de recursos de trabalhadores e aposentados
O dinheiro dos trabalhadores, aposentados e poupadores não pode ficar à mercê de decisões irresponsáveis nem de eventuais irregularidades financeiras. Atrás de cada conta bancária há famílias, medicamentos para comprar, alimentos para levar à mesa e obrigações para cumprir. A cidadania não tem por que pagar as consequências de erros alheios, manifestou o Defensor do Povo.
Nesse sentido, a Defensoria do Povo exige ao Banco Central do Paraguai (BCP) e às instituições competentes respostas imediatas, informação transparente e garantias efetivas para a recuperação dos depósitos, sem submeter os afetados a trâmites intermináveis nem a uma incerteza injustificada.
Necessidade de investigação e prestação de contas
A Defensoria considera indispensável esclarecer como se chegou a esta situação, determinar se existiram falhas nos mecanismos de supervisão e estabelecer as responsabilidades administrativas, civis ou penais que correspondam. Não basta anunciar que os depósitos estão garantidos. O povo precisa saber quando e como recuperará seu dinheiro, enfatizou o Defensor do Povo.
A confiança pública não se recupera com discursos, mas com fatos, transparência e responsáveis que prestem contas, acrescentou.
Direitos cidadãos como prioridade
A Defensoria do Povo sustenta que nenhuma consideração econômica, empresarial ou política pode estar acima dos direitos da cidadania. Os ahorros dos paraguaios devem ser protegidos, os fundos previdenciários resguardados e os fatos investigados até suas últimas consequências. A cidadania merece respostas concretas e não desculpas ante esta crise financeira.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.