De la Espriella finaliza diálogos de paz com grupos armados ilegais
Resoluções executivas finalizam negociações
O Governo de De la Espriella emitiu várias resoluções na noite de sexta-feira para encerrar a Mesa de Diálogos de Paz com diversos grupos armados ilegais. As decisões foram divulgadas publicamente no sábado e afetam os espaços de conversação que o Governo anterior havia iniciado sem resultados concretos.
Segundo as resoluções, o Presidente exerceu sua potestad constitucional para decidir como, quando e com quem levar a cabo aproximações e conversações de paz. O fundamento principal para encerrar os diálogos foi a constatação da ausência de vontade de paz por parte desses grupos.
Grupos afetados pelas medidas
Entre as organizações com as quais se finalizaram os diálogos encontram-se:
O Estado Maior dos Blocos Magdalena Medio, comandado por Gentil Duarte, Jorge Suárez Briceño e a Frente Raúl Reyes (EMBF); a Coordenadora Nacional Exército Bolivariano (CNEB); e as Autodefesas Conquistadores da Serra Nevada (ACSN).
O EMBF fez parte do Estado Maior Central (EMC), a principal dissidência da antiga guerrilha das FARC. Porém, em 2024 se separou desse grupo devido à sua recusa de continuar os diálogos com o Governo anterior.
A CNEB, por sua vez, resultou de uma cisão da dissidência conhecida como Segunda Marquetalia por divisões internas, e é constituída pela Coordenadora Guerrilheira do Pacífico (CGP) e os Comandos de Fronteira (CDF).
Contexto dos diálogos
As resoluções indicam que apesar de ter sido instalada a Mesa de Diálogos de Paz, apresentaram-se diversos acontecimentos que enfraqueceram as conversações e não foi possível evidenciar a vontade real de paz e de reinserção à vida civil dos grupos armados.
Como parte das medidas, a Presidência revogou as credenciais dos negociadores do Governo com os distintos grupos, bem como o reconhecimento que havia outorgado aos delegados dessas organizações para participar nas negociações.
Resposta dos negociadores
Armando Novoa, chefe negociador do Governo nos diálogos com a CNEB, qualificou a revogação de credenciais como um ato desnecessário. Apontou que no dia 6 de agosto, um dia antes de De la Espriella assumir a Presidência, os representantes da CNEB apresentaram sua renúncia irrevogável a essa responsabilidade, de modo que apenas teria sido necessário aceitá-la.
Balanço da política anterior
A política de paz integral do Governo anterior não logrou os resultados esperados. Os diálogos com o Exército de Libertação Nacional (ELN) e o Estado Maior Central foram suspensos pelo Presidente anterior alegando falta de vontade de paz.
A iniciativa incluía também negociações com dissidências das FARC e a submissão à justiça de organizações criminosas como o Clã do Golfo, a maior organização delitiva do país. Porém, os resultados concretos foram limitados.
Novo enfoque do Governo
Antes de assumir o cargo, De la Espriella anunciou que em sua administração não haverá ofertas generosas nem concessões inaceitáveis em matéria de negociação com grupos armados. Durante seu discurso de posse, enfatizou que a opção do diálogo está completamente esgotada com essas organizações.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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