De consumir para pertencer a consumir para nos expressar
Andres Pancani, diretor criativo em Ojo de Pez
Consumir já não é apenas comprar. Hoje é, em grande parte, construir uma narrativa pessoal.
O que antes fazíamos para pertencer, agora fazemos para nos expressar. E isso mudou bastante a forma como nos relacionamos com as marcas e os produtos.
Do consumidor passivo ao curador de referências
Hoje uma playlist, um quadro do Pinterest, uma pasta de fotos no Instagram ou uma lista de filmes no Letterboxd funcionam quase como pequenas declarações de identidade. O consumidor deixou de ser alguém passivo que recebe mensagens, para se converter em uma espécie de curador constante de referências, gostos e símbolos.
O especialista em branding Douglas B. Holt coloca isso de uma forma interessante: as marcas agora devem entender que seus produtos são parte de uma linguagem mais ampla que as pessoas utilizam para comunicar quem são e o que representam.
Esta transformação reflete uma mudança profunda na maneira como a sociedade contemporânea compreende a identidade pessoal e sua relação com o mundo do consumo.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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