Crise no IPS: Preocupa falta de cobertura via convênio no Chaco
Junta Departamental de Boquerón alerta sobre interrupção de serviços de saúde para segurados
A Junta Departamental de Boquerón advertiu sobre a interrupção de serviços de saúde para segurados do Instituto de Previsão Social (IPS) em algumas zonas de Boquerón e alertou sobre o risco de que a problemática se estenda a outras localidades.
O vereador departamental Emiliano Servín expressou sua preocupação com a situação do possível rompimento dos históricos convênios entre o IPS e os hospitais privados do Chaco Central, assinalando que os atrasos nos pagamentos poderiam colocar em risco a continuidade do atendimento aos segurados.
Servín explicou que estes estabelecimentos prestam serviços a uma quantidade importante de segurados do IPS e que a acumulação de dívidas e os constantes atrasos nos desembolsos geram incerteza sobre a sustentabilidade do atendimento.
"Há preocupação por parte dos segurados e também das autoridades", manifestou o vereador, que assinalou que a Junta Departamental analisou a situação e decidiu emitir um comunicado para advertir sobre as possíveis consequências.
O edil sustentou que o cenário seria especialmente delicado se algum dos hospitais deixasse de prestar serviços aos segurados. "E se os hospitais não prestarem mais o serviço? Essa é nossa preocupação como vereadores departamentais", expressou.
Mediante um comunicado de 4 de agosto de 2026, manifestam a preocupação diante da falta de prestação de serviços de saúde a segurados do Instituto de Previsão Social (IPS) registrada em algumas zonas do departamento e solicitaram às instituições envolvidas adotar medidas urgentes que permitam garantir a continuidade do atendimento.
O órgão departamental reforçou a importância que historicamente tiveram os convênios entre o IPS e os hospitais privados das colônias menonitas, mediante os quais milhares de segurados residentes em localidades do Chaco puderam acessar atendimento médico sem necessidade de se deslocarem até grandes centros assistenciais.
Distâncias importantes. Segundo assinala o pronunciamento, estes acordos se constituíram durante anos em um mecanismo fundamental para aproximar os serviços sanitários a uma população caracterizada, em muitos casos, pelas grandes distâncias existentes entre as comunidades e os estabelecimentos de saúde.
A Junta Departamental esclareceu que atualmente as prestações continuam se desenvolvendo com normalidade em algumas zonas de Boquerón, porém, expressam a inquietação diante da possibilidade de que os inconvenientes registrados em determinados setores possam se estender a outras áreas de cobertura.
Uma eventual interrupção mais ampla poderia comprometer o atendimento de milhares de segurados e suas famílias, obrigando-os a percorrer longas distâncias para acessar consultas, tratamentos e outros serviços médicos.
A instituição departamental sustentou que esta situação gera incerteza e pode colocar em risco o direito à saúde da população, especialmente considerando as particularidades geográficas do Chaco e as distâncias que separam numerosas comunidades dos principais centros assistenciais.
Diálogo. Diante deste cenário, a Junta fez um chamado a todas as instituições envolvidas para estabelecer um diálogo transparente e adotar medidas que permitam alcançar uma solução definitiva.
O objetivo, segundo o comunicado, deve ser garantir que as prestações de saúde continuem em todo o departamento e evitar que os problemas atualmente registrados em algumas zonas terminem afetando também aquelas onde o atendimento ainda se desenvolve com normalidade.
"A saúde constitui um direito fundamental que não admite interrupções", enfatiza o pronunciamento da Junta Departamental.
Sem contraprestação
"Uma pessoa paga pelo seu seguro e no final não consegue utilizá-lo; é meio injusto", indicou um segurado.
Héctor Martínez, segurado de...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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