Cria-se novo Ente Regulador de Energia com participação de Petropar e ANDE
Supervisão integral do mercado energético
Em um contexto de crescente demanda de energia que impulsiona a participação do setor privado em geração e distribuição, constituir-se-ia uma nova instituição autônoma e autárquica orientada a supervisionar, fiscalizar e controlar todo o ecossistema energético nacional.
As responsabilidades dessa entidade abarcam desde a emissão de normativas técnicas e a fixação de tarifas até a proteção direta do consumidor. O Ente Regulador de Energia (ERE) encarregar-se-á de estabelecer as metodologias para calcular os pedágios e as tarifas de acesso às redes de transmissão ou distribuição de eletricidade, gás e hidrogênio.
Funções principais da entidade reguladora
Além de aprovar os investimentos dos operadores, a instituição terá a prerrogativa de receber e resolver os reclamos administrativos dos usuários, garantindo a qualidade e a continuidade do fornecimento. Também supervisionará a correta aplicação da tarifa social de energia, assegurando que os descontos e critérios de elegibilidade se apliquem com parâmetros objetivos e igualitários.
A entidade contará com ferramentas de fiscalização que lhe permitirão inspecionar instalações e impor sanções em caso de infrações, as quais vão desde advertências e multas econômicas de até cinquenta mil salários mínimos até a suspensão ou revogação de licenças para faltas muito graves que coloquem em risco o sistema.
Independência e autonomia
Para assegurar sua efetividade, o ERE gozará de autonomia técnica e independência diante de qualquer interesse empresarial ou comercial, relacionando-se com o Poder Executivo unicamente através do futuro Ministério de Energia, Mineração e Hidrocarbonetos.
Mecanismo de financiamento
O projeto estabelece que o ERE se financiará mediante recursos próprios obtidos da cobrança de taxas regulatórias, cânones por licenças, multas e alocações do Orçamento Geral da Nação (PGN).
Um aspecto relevante da proposta é a obrigatoriedade do pagamento para todos os atores do mercado sem nenhum tipo de exceção. Entidades estatais como a Administração Nacional de Eletricidade (ANDE) e Petróleos Paraguaios (Petropar) estarão estritamente obrigadas a arcar com essas taxas regulatórias pelos serviços efetivamente prestados pela entidade.
Para o setor elétrico contempla-se uma taxa de regulação que se incluirá na faturação e que não poderá superar dois por cento do importe retributivo do serviço, enquanto que no setor de hidrocarbonetos aplicar-se-ão percentuais específicos sobre o valor da produção bruta e outras atividades operacionais.
Necessidade de regulação no novo contexto energético
A recente abertura do setor elétrico nacional ao capital privado, impulsionada pela nova normativa de energias renováveis não convencionais, transforma a criação do Ente Regulador de Energia em uma necessidade. Ao superar-se o modelo de monopólio absoluto da Administração Nacional de Eletricidade (ANDE) e habilitar-se o ingresso de novos geradores de energia, o mercado paraguaio requer um regulador imparcial que fixe regras claras e justas para todos os participantes.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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