Crédito ao consumo e microrropresas lideram o dinamismo, mas enfrentam mais barreiras
Ao encerramento do primeiro quadrimestre do ano, os créditos ao consumo dos domicílios e as pequenas empresas encontram-se entre os principais motores de crescimento, conforme a última Pesquisa de Situação Geral do Crédito do Banco Central do Paraguai (BCP). No entanto, a brecha de acesso e a percepção de risco continuam sendo os principais desafios para os setores de menor escala.
De acordo com o informe, os empréstimos destinados ao consumo posicionaram-se como o segmento de maior expansão nos últimos três meses, com 54,55% das entidades financeiras reportando um aumento nas concessões.
A pesquisa também revela que em um futuro imediato o otimismo persiste, com 45,45% dos entrevistados que preveem que o crédito ao consumo continuará crescendo no próximo trimestre, enquanto o restante espera que se mantenha estável, sem projeções de uma diminuição.
Quanto às microrropresas, os créditos às pequenas empresas também apresentaram um desempenho sólido, com 45,4% de aumento na concessão de créditos durante o primeiro trimestre.
Durante o 1.º trimestre de 2026, 68,18% dos entrevistados consideraram que a conjuntura econômica foi ótima para conceder créditos. Igualmente, as expectativas setoriais para os próximos 3, 6 e 12 meses mantêm-se em zona de otimismo.
Este setor é visto como fundamental para a demanda de capital de giro e investimento. Não obstante, o informe revela uma dura realidade para os atores mais pequenos do mercado, já que 59,09% das microempresas possuem um "baixo acesso" ao crédito, uma cifra que contrasta drasticamente com os 95,45% de acesso alto de que gozam as grandes empresas.
Segundo o relatório, as entidades financeiras identificaram os microcréditos para microrropresas (16,44%) e os empréstimos de consumo (15,36%) como as atividades de maior risco no sistema. Esta percepção traduz-se em uma alta taxa de rejeições; de fato, 86,36% das instituições financeiras negaram ao menos uma solicitação no último período, citando principalmente o histórico creditício do cliente e as dúvidas sobre sua situação financeira real.
Pelo lado do cliente, a reclamação é administrativa. Segundo os entrevistados, o principal inconveniente que enfrentam os tomadores de crédito é a burocracia (40,91%), seguida muito de perto pelas elevadas taxas de juros (36,36%).
Apesar dos desafios, o sistema financeiro mantém seu índice de confiança em zona de otimismo (64,77). Espera-se que o crédito continue sua trajetória de crescimento moderado, apoiado em uma conjuntura econômica que 68,18% dos banqueiros consideram ótima para continuar emprestando.
No primeiro quadrimestre, 77,27% dos entrevistados responderam estar de acordo em que a conjuntura econômica é ótima para conceder créditos ao setor privado. Este resultado foi superior ao observado no terceiro trimestre de 2025 e no mesmo período de 2024.
O índice de confiança alcançou um valor de 73,15, superior ao resultado do trimestre anterior (70,88) e maior ao dado registrado no mesmo trimestre do ano 2024 (69,84).
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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