Crédito ao consumo e microempresas dinamizam o mercado financeiro paraguaio
Dinamismo em créditos ao consumo e pequenas empresas
Ao encerrar o primeiro quadrimestre do ano, os créditos ao consumo dos lares e as pequenas empresas se posicionam entre os principais motores de crescimento do sistema financeiro paraguaio, segundo a mais recente Pesquisa de Situação Geral do Crédito do Banco Central do Paraguai.
Os empréstimos destinados ao consumo registraram desempenho destacado, com 54,55% das entidades financeiras reportando aumento nas colocações durante os últimos três meses. De igual forma, os créditos a pequenas empresas mostraram solidez, com 45,4% de incremento na concessão de créditos durante o primeiro trimestre.
As perspectivas para o próximo período se mantêm positivas. O 45,45% dos pesquisados prevê que o crédito ao consumo continuará crescendo no próximo trimestre, enquanto o restante espera que se mantenha estável sem projeções de diminuição.
Confiança em aumento no sistema financeiro
Durante o primeiro trimestre de 2026, o 68,18% dos pesquisados considerou que a conjuntura econômica foi ótima para conceder créditos. Este resultado foi superior ao observado no terceiro trimestre de 2025 e no mesmo período de 2024.
O índice de confiança do sistema financeiro alcançou um valor de 73,15, superior ao trimestre anterior (70,88) e maior ao dado registrado no mesmo trimestre do ano 2024 (69,84). Este incremento reflete a recuperação gradual da confiança no setor.
O índice de confiança do sistema financeiro se mantém em zona de otimismo com um valor de 64,77 para a situação geral do crédito.
Desafios persistentes: acesso desigual e custos elevados
Apesar do dinamismo observado, o informe revela lacunas importantes no acesso ao crédito segundo o tamanho da empresa. O 59,09% das microempresas possuem baixo acesso ao crédito, uma cifra que contrasta drasticamente com o 95,45% de acesso alto de que gozam as grandes empresas.
As entidades financeiras identificaram aos microcréditos para microempresas (16,44%) e aos empréstimos de consumo (15,36%) como as atividades de maior risco no sistema. Esta percepção se traduz em altas taxas de rejeição, onde o 86,36% das instituições financeiras negaram ao menos uma solicitação no último período, citando principalmente o histórico creditício do cliente e dúvidas sobre sua situação financeira real.
Perspectiva dos clientes: burocracia e taxas de juros
Desde a perspectiva dos solicitantes, os principais inconvenientes enfrentados são a burocracia (40,91%), seguida muito de perto pelas elevadas taxas de juros (36,36%). Estes fatores continuam limitando o acesso a financiamento para setores de menor escala.
Apesar destes desafios, o sistema financeiro mantém sua confiança e se espera que o crédito continue sua trajetória de crescimento moderado, apoiado em uma conjuntura econômica que a maioria dos banqueiros considera favorável para continuar emprestando.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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