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Economia

Cosp desde Sial Paris: Paraguai poderia ampliar seus negócios de carne nos EUA e Europa durante 2027

Maior orientação do Brasil para a China abre oportunidades comerciais para a carne paraguaia

21/10/2026 11:30 3 min lectura 49 visualizações

A maior orientação do Brasil para a China, a aproximação dos preços regionais e o aumento da disponibilidade de gado rastreado abrem novas oportunidades comerciais para a carne paraguaia. Desde a feira SIAL de Paris, Martín Cosp, da ZFC Commodities, analisou as perspectivas para 2027 e alertou que, apesar das oportunidades, o mercado internacional atravessa um cenário de alta volatilidade e resistência aos preços.

A carne paraguaia poderia encontrar novas oportunidades comerciais nos Estados Unidos e Europa durante 2027, impulsionadas por uma maior concentração do Brasil no mercado chinês e uma crescente disponibilidade de gado rastreado para abastecer destinos de maior exigência, sinalizou Martín Cosp, da ZFC Commodities, durante uma entrevista com Valor Agro no marco da feira SIAL de Paris, França.

O operador internacional, cuja empresa tem sua sede central em Chicago e conta com operações de compra no Paraguai e outros países da região, além de distribuição própria nos Estados Unidos e Chile, destacou que o mercado atravessa um momento particular, com preços elevados para o gado e dificuldades dos importadores para convalidar as pretensões da indústria frigorífica.

Cosp considerou que o Paraguai poderia ganhar uma maior participação na cota de terceiros países dos Estados Unidos a partir de janeiro de 2027, ante a expectativa de que o Brasil concentre uma maior proporção de suas exportações na China.

"Creio que sim, definitivamente sim. Brasil, de fato, vai ir mais para a China do que para os Estados Unidos", afirmou, ao ser consultado sobre as possibilidades do Paraguai de aproveitar uma maior proporção do contingente tarifário estadunidense, que funciona sob o mecanismo de primeiro chegado, primeiro servido.

Entretanto, alertou que o mercado estadunidense apresenta atualmente algumas dificuldades comerciais. Segundo explicou, a habilitação de uma cota extraordinária de 300.000 toneladas durante 2026 não necessariamente gerou os benefícios esperados para todos os exportadores, considerando o importante volume de carne enviado e a acumulação de inventários.

"Vemos que não há muito consumo nos Estados Unidos, está meio travado o consumo. As plantas grandes mandaram muchísimo volume e estão estocados lá", sinalizou.

Nesse sentido, indicou que desde as operações comerciais que sua empresa desenvolve nos Estados Unidos observam uma importante disponibilidade de ofertas, com uma ampla dispersão de preços, o que reflete um cenário de maior competição entre fornecedores.

Europa e o potencial da rastreabilidade

Outro dos mercados que poderia adquirir maior protagonismo para o Paraguai durante 2027 é a Europa, principalmente pelo aumento esperado na disponibilidade de animais rastreados e as oportunidades comerciais que poderiam gerar-se ante uma menor participação brasileira em determinados segmentos.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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