Controlador Benítez ratifica exame de correspondência de Santiago Peña sem irregularidades
O controlador geral da República (CGR), Camilo Benítez, ratificou que o exame de correspondência do presidente da República, Santiago Peña, resultou razoável sem achados de irregularidades, e enfatizou que é impossível manipular o processo, respondendo assim a questionamentos sobre supostos arranjos.
"É impossível manipular e era impossível de manipular no sentido contrário (encobrir irregularidades). Ele tinha todo seu dinheiro no sistema financeiro e daí a rastreabilidade que realizamos. Se acessarem ao informe, todos os custos e as despesas foram feitos com transferências bancárias, é muito difícil não validar isso", afirmou Benítez em declarações à mídia no Senado.
O controlador sustentou que todo o processo de exame foi executado conforme o estabelecido nas leis e na Constituição Nacional. Neste sentido, indicou que a pressão de alguns setores se origina nos ingressos que percebeu o presidente no setor privado enquanto não ocupava um cargo público.
"Nós temos que nos reger pela lei, e me questionam porque não investiguei ao presidente em um período em que não era funcionário público. Para que entendamos todos, fazer isso seria violar a lei e a Constituição. Como poderia eu investigar um empresário se não é funcionário público? Não posso fazer isso, é inconstitucional, é ilegal", afirmou o controlador.
Benítez acrescentou que "assim como um tem a coragem e a atitude de poder denunciar funcionários, por exemplo, ao presidente de Petropar, temos que também ter a personalidade de poder assinar o exame de correspondência de um funcionário que tem em ordem seus documentos. É a mesma atitude, mas em sentido contrário".
Por outro lado, destacou o trabalho realizado na instituição controladora. "Os informes estão à vista. Isso que dizia o presidente do Congresso (Basilio Núñez), que nós fizemos mais denúncias contra funcionários do Partido Colorado, é óbvio que tem que ser assim se o Partido Colorado está em 90% dos cargos nacionais. É natural que a maioria dos informes afete pessoas desse signo político", concluiu.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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