Conselho alerta sobre necessidade de analisar licitações urgentes apressadas
Membros do Conselho de Administração do IPS apontam falta de tempo para análise adequada de decisões que envolvem milhões aos segurados
A acumulação de expedientes urgentes e sua apresentação no limite dos vencimentos deixam pouco espaço para análise em decisões administrativas, conforme levantaram membros do Conselho de Administração do Instituto de Previsão Social (IPS).
Ampliação de valores de contratos, aprovação de modificações a editais de chamados de licitação, tudo com menos de 30 minutos de análise quando se envolvem decisões que movem milhões aos segurados. Esta situação ficou exposta uma vez mais na última sessão do Conselho de Administração.
O conselheiro Jimmy Giménez chamou atenção às gerências pela quantidade de temas que ingressam para seu tratamento durante o desenvolvimento da sessão e que são incluídos de último momento na agenda, deixando um intervalo de minutos para sua análise.
O que ocorre? As gerências justificam a apresentação dos expedientes com caráter urgente, devido aos vencimentos e à necessidade de cumprir com os prazos administrativos e contratuais.
O conselheiro Jimmy Giménez apontou que, após conversar com os times da Unidade Operativa de Contratações (UOC) e de Abastecimento, observou que parte das demoras ocorre nas dependências que devem responder as consultas durante os procedimentos.
Giménez colocou a necessidade de estabelecer prazos para as unidades solicitantes, de maneira que possam analisar e responder os requerimentos dentro de um tempo determinado.
Nesse sentido, o presidente Derlis León sustentou que as pessoas que têm que responder no caso de protestos em licitações especialmente na área médica são funcionários que desenvolvem paralelamente suas consultas e plantões, motivo pelo qual solicitou que se designe responsáveis para encurtar estes tempos de resposta.
Sobre estas consultas que requerem respostas técnicas, a diretora de Abastecimento, Cecilia Rodríguez, explicou que foram levados adiante cerca de 70 processos de contratação pública e de menor quantia, os quais contemplam períodos de consulta que devem ser atendidos pelas áreas competentes.
Rodríguez apontou que cada consulta requer uma resposta e que as unidades solicitantes devem dispor do tempo necessário para analisar os requerimentos. Também indicou que durante os procedimentos podem surgir modificações que devem ser consideradas na preparação dos expedientes.
Não obstante, advertiu que nos casos urgentes os tempos disponíveis nem sempre permitem cumprir com todas as etapas com a antecedência necessária.
Como exemplo, mencionou um expediente solicitado pela Unidade de Nutrição, relacionado com a ampliação de um contrato, que se encontrava ao conhecimento dos auditores e cujo prazo vencia naquele mesmo dia.
A situação expõe como as demoras e os vencimentos podem levar a que assuntos contratuais cheguem às instâncias de decisão com escassa margem para seu estudo.
Rodríguez também mencionou o caso dos angiógrafos, a respeito do qual teriam sido recebidas 112 consultas, o que reflete a complexidade técnica que podem alcançar determinados procedimentos de contratação.
O debate se centrou principalmente em que a urgência substitui o planejamento. Enquanto as áreas administrativas e técnicas devem cumprir com suas etapas e prazos, o Conselho necessita dispor de tempo suficiente para estudar as adendas e adjudicações. E quando os expedientes ingressam no limite a gestão também assume riscos.
O Conselho de Administração do IPS informou recorde de produtividade, com 353 temas tratados em setembro, 50,2% a mais que em agosto, quando foram analisados 235 expedientes. O número representa um acréscimo de 118 assuntos em relação ao mês anterior. No que vai de 2026, o órgão colegiado abordou um total de 1.991 temas, com uma média mensal de 199 expedientes. Desde a posse de Derlis León como presidente do Conselho, em 14 de setembro até 12...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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