Congresso da FIFA: Entre preparativos da Copa do Mundo e polêmicas
A reunião, que tem lugar a menos de dois meses do início do torneio, se produz em um momento em que federações, grupos de defesa dos direitos humanos e ativistas expressam críticas relacionadas com a organização do campeonato.
Nesta quarta-feira, a Anistia Internacional (AI) pediu ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, que aproveite o congresso da organização para se comprometer publicamente a que a Copa do Mundo de 2026 esteja livre de deportações, detenções arbitrárias e represão.
A organização assinalou que, a apenas seis semanas do início do torneio, Infantino ainda não explicou como garantirá a segurança de torcedores, jornalistas, jogadores, trabalhadores e comunidades locais ante os riscos derivados de políticas migratórias abusivas, restrições à liberdade de expressão e possíveis medidas contra protestos pacíficos.
Infantino chega a Vancouver com várias polêmicas que o afetam pessoalmente, como a petição, rejeitada pelas autoridades canadenses, de que o veículo em que se deslocará na cidade tenha escolta policial.
A FIFA havia solicitado que os deslocamentos de seu presidente tivessem escolta policial, para facilitar seus trajetos, uma medida reservada para chefes de Estado e de Governo.
Outro tema que afeta diretamente a Infantino e que poderia aparecer no congresso de Vancouver é a petição da Federação de Futebol da Noruega (NFF) para abolir o prêmio da Paz criado pela FIFA e que o presidente da organização outorgou a Donald Trump.
A NFF considera que Infantino "quebrantou as regras sobre neutralidade política ao outorgar este prêmio da Paz. E queremos que o comitê (de ética) o estude".
Além destes problemas, muitas preocupações se centram no aumento dos custos derivados dos deslocamentos, o alojamento e a logística em um torneio repartido em três países e múltiplos fusos horários, assim como o impacto destas condições nas seleções participantes.
A FIFA acordou nesta quarta-feira aumentar 15 por cento os recursos que se distribuirão entre as 48 seleções participantes na Copa do Mundo que começa no próximo 11 de junho, o que arroja uma cifra total de 871 milhões de dólares, e defendeu que o torneio gerará ingressos recorde.
Além disso, delegações de vários países informaram dificuldades para obter permissões de entrada no Canadá, entre elas a do Irã, cujos representantes não puderam assistir a encontros preparatórios em Vancouver por problemas administrativos.
A situação se produz em um contexto internacional marcado pelo conflito no Oriente Médio, que também influenciou no desenvolvimento dos encontros prévios ao congresso.
A participação do Irã na Copa do Mundo se mantém no calendário previsto, segundo a FIFA, ainda que o acesso de delegações e pessoal vinculado à equipe continue sujeito às políticas migratórias dos países anfitriões.
Recentemente, o secretário de Estado dos EE.UU., Marco Rubio, indicou que não haverá problema para autorizar a entrada dos jogadores da seleção iraniana, que jogarão suas partidas da fase de grupos em Santa Clara e Seattle, mas que não se permitirá o acesso ao país de pessoal técnico da federação desse país que, segundo Washington, tem laços com a Guarda Revolucionária.
O encontro em Vancouver, que também servirá para abordar questões institucionais e decisões sobre futuras competições, se desenvolve em paralelo aos preparativos logísticos nas cidades anfitriãs, entre elas Vancouver, que acolherá sete partidas do torneio.
Na terça-feira soube-se que as autoridades federais proporcionarão 146 milhões de dólares canadenses (107 milhões de dólares americanos ou 91 milhões de euros) para cobrir os custos de segurança da Copa do Mundo em Vancouver e Toronto.
Mas as duas cidades ainda não sabem quanto lhes custará...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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