Confronto crucial: Lula e Flávio Bolsonaro se enfrentam em debate
Presidente e rival se chocam em transmissão ao vivo na Band antes do segundo turno de 25 de outubro
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e seu rival para o segundo turno de 25 de outubro, Flávio Bolsonaro, protagonizam hoje, a partir das 20h00, um debate que estará sob o atento olhar de milhões de brasileiros, muitos deles indecisos, que podem definir o resultado a favor de um ou de outro.
"Vou te esfregação a verdade na cara e vou te desmentir ao vivo para milhões de brasileiros; te espero no debate da Band, Lula", disse esta semana o filho primogênito do ex-presidente de extrema direita Jair Bolsonaro em um vídeo publicado em suas redes sociais.
O candidato do Partido Liberal (PL) garantiu aos jornalistas que não iria ao debate, mas depois mudou de ideia. "Lula, que previsível você é, não é? Bastou eu dizer que não ia participar do debate para você, um minuto depois, dizer que ia. E claro que vou estar no debate, só queria que você confirmasse", disse o senador de 45 anos.
O candidato do PL aproveitou, além disso, para acusar Lula, em busca de um quarto mandato não consecutivo aos seus 80 anos, de basear sua campanha no "medo" e na "mentira" com o objetivo de "enganar pessoas inocentes".
Este debate, se nenhum dos candidatos mudar de ideia, será o primeiro em que os dois favoritos à Presidência confrontarão suas propostas no mesmo palco.
Ainda há outro debate programado para o dia 23, dois dias antes do pleito, na Globo, a emissora de televisão mais poderosa e influente do país.
A ESQUERDA DESPERTA. Este confronto ocorre quando a esquerda brasileira parece ter despertado após a derrota de Lula no primeiro turno das eleições e reage no Congresso, nas redes e na rua para tentar reverter o resultado contra Flávio Bolsonaro.
Lula da Silva atravessa esta semana seu momento mais esperançoso desde que perdeu por 47% a 45% dos votos contra o senador.
Uma pesquisa do Instituto Datafolha indicou esta quinta-feira que em uma semana Lula reduziu de quatro para dois pontos sua distância com Bolsonaro no segundo turno de 25 de outubro (51%-49% dos votos).
O mandatário, em busca de seu quarto mandato, aposta em convencer mais de 20% do eleitorado que não foi votar em 4 de outubro.
SEGUE NA DISPUTA. "A candidatura de Lula segue na disputa e a eleição está longe de ter se definido, como muitos imaginamos depois do primeiro turno", disse à AFP o cientista político Eduardo Grin, professor da Fundação Getúlio Vargas.
O Congresso aprovou na quarta-feira uma reforma constitucional que fixa dois dias de descanso remunerado por semana em vez de um, uma bandeira central da campanha de Lula.
O benefício alcançará 14 milhões de brasileiros.
Conhecido como "fim da escala 6x1", o projeto deu um ansiado triunfo a Lula dez dias antes das urnas. Os trabalhadores foram historicamente a base eleitoral do ex-sindicalista, de 80 anos.
A reforma goza de grande popularidade, segundo pesquisas, a tal ponto que o senador Flávio Bolsonaro votou a favor depois de ter se manifestado contra.
O presidente também anunciou um perdão de dívidas de microempreendedores, um fundo de bolsas universitárias, uma eliminação de impostos sobre combustível e propôs passe livre de transporte.
Embora proibida no Brasil, a plataforma de mercados de predição Polymarket surgiu como um personagem inesperado na campanha eleitoral para as presidenciais, usada sobretudo pela direita como métrica válida de intenção de voto ante a desconfiança nas pesquisas.
Os usuários da plataforma americana negociam prognósticos sobre determinados eventos, como a data de um possível cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia ou o resultado do pleito brasileiro entre o mandatário Luiz Inácio Lula da Silva e seu rival conservador Flávio Bolsonaro.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.