Conflito em Tacuatí pelo desmantelamento de antiga ponte de ferro em desuso
O desmantelamento de uma antiga ponte metálica sobre o rio Ypané desencadeou um conflito em Tacuatí. Concejais municipais paralisaram os trabalhos e exigem uma comunicação oficial do Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) dirigida ao Município, enquanto setores que impulsionam a remoção sustentam que a estrutura pertence ao Estado e será reutilizada para tirar do isolamento comunidades de San Carlos del Apa.
Um conflito foi gerado em Tacuatí, Departamento de San Pedro, em razão do início dos trabalhos para desmontar uma antiga ponte de ferro localizada sobre o rio Ypané, limite natural entre os departamentos de San Pedro e Concepción.
A estrutura pertence ao MOPC e encontra-se fora de serviço há vários anos, depois que no local foi habilitada uma nova ponte de concreto armado.
Segundo os antecedentes, a pasta de Estado autorizou o desmantelamento da estrutura metálica para seu posterior traslado para San Carlos del Apa, onde se pretende reutilizá-la para construir uma passagem sobre o rio Aquidabán e beneficiar moradores de uma zona que atualmente enfrenta sérias dificuldades de comunicação e isolamento.
Paralisação. O inconveniente surgiu quando concejais municipais de Tacuatí chegaram ao local e exigiram a suspensão do desmantelamento.
Os trabalhadores apresentaram um documento assinado pelo responsável da dependência de Pontes do MOPC que autoriza a remoção. Porém, os vereadores sustentam que, por respeito institucional ao município, o MOPC deve remeter uma comunicação oficial que informe claramente sobre o destino da estrutura.
Os concejais alegam além disso que a situação começou a gerar questionamentos entre os moradores, inclusive versões que responsabilizam autoridades municipais de uma suposta venda da antiga ponte, algo que rejeitam.
Questionamento. O pecuarista José Papalardo, um dos impulsores da reutilização da estrutura, questionou duramente a paralisação dos trabalhos e sustentou que a Municipalidade não tem competência para impedir a remoção de um bem pertencente ao MOPC.
"Não se pode se apropriar um município de uma ponte que é do MOPC. Faz anos está em desuso e está se oxidando. Não compreendemos por que tentam parar os trabalhos se isso vai servir para outras comunidades que hoje estão isoladas", expressou Papalardo.
Afirmou que existe uma autorização emitida pela dependência competente de Obras Públicas e assinalou que a finalidade não é comercializar a estrutura, mas sim darle novamente uma utilidade pública, transladando-a até San Carlos del Apa.
Papalardo advertiu além disso que, se persistir o impedimento para continuar com o desmantelamento, será necessário recorrer às instâncias judiciais para resolver a questão.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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